UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Sobre as neoplasias da tireoide, é incorreto afirmar:
Carcinoma Folicular e Papilífero são ambos mais comuns em mulheres; o folicular pode ter idade de apresentação ligeiramente > papilífero.
Tanto o carcinoma papilífero quanto o folicular de tireoide são significativamente mais prevalentes em mulheres. Embora o carcinoma folicular possa ter uma idade média de diagnóstico um pouco mais avançada que o papilífero, a afirmação de que é mais comum em mulheres 'ao contrário' do papilífero está incorreta, pois ambos têm predominância feminina.
As neoplasias da tireoide são um grupo heterogêneo de tumores, sendo a maioria classificada como carcinomas diferenciados, que se originam das células foliculares. O carcinoma papilífero é o mais comum, representando 80-85% dos casos, seguido pelo carcinoma folicular (10-15%). Ambos são mais prevalentes em mulheres e geralmente apresentam um bom prognóstico. O carcinoma papilífero tende a ocorrer em idades mais jovens e é caracterizado por disseminação linfonodal. O carcinoma folicular, por sua vez, tende a afetar uma população ligeiramente mais idosa e se dissemina principalmente via hematogênica para locais distantes como pulmões e ossos. É crucial entender que ambos os tipos diferenciados de câncer de tireoide são mais comuns em mulheres. O carcinoma medular de tireoide, que se origina das células parafoliculares (células C) produtoras de calcitonina, representa cerca de 5% dos casos e pode ser esporádico ou hereditário (associado à MEN 2). O tratamento para a maioria dos cânceres de tireoide envolve a tireoidectomia total, com ou sem dissecção linfonodal, e terapia adjuvante com iodo radioativo para os tipos diferenciados, ou acompanhamento para o medular.
Os tipos mais comuns de câncer de tireoide são os carcinomas diferenciados, que incluem o carcinoma papilífero (80-85%) e o carcinoma folicular (10-15%). O carcinoma medular e o anaplásico são menos frequentes.
Os cânceres diferenciados de tireoide (papilífero e folicular) geralmente apresentam um bom prognóstico, com altas taxas de sobrevida em 5 e 10 anos, especialmente quando diagnosticados e tratados precocemente.
A tireoidectomia total é a base do tratamento para o carcinoma medular de tireoide, sendo indicada na maioria dos pacientes, especialmente aqueles com predisposição sindrômica (como na Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 - MEN 2), devido à sua natureza multifocal e agressividade.
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