Câncer Infantil: Epidemiologia e Tipos Mais Comuns

UFES/HUCAM - Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes - Vitória (ES) — Prova 2023

Enunciado

No câncer infantil é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Os cânceres pediátricos mais frequentes são as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas.
  2. B) O câncer na faixa etária pediátrica geralmente é hereditário e, na maioria dos casos, apresentam história familiar e/ou associações com alterações genéticas ou congênitas. Entretanto, o retinoblastoma (tumor maligno intraocular) raramente tem origem genética.
  3. C) A trissomia 21 tem envolvido o gene GATA 1 que interfere na diferenciação celular. Esses pacientes têm risco aumentado para o desenvolvimento de neoplasia de sistema nervoso central (cerca de 10 vezes maior) e câncer de estômago.
  4. D) A leucemia aguda raramente acomete as crianças, possuindo um período de latência grande com história tardia de surgimento dos sintomas.

Pérola Clínica

Cânceres pediátricos + frequentes: leucemias, tumores SNC e linfomas.

Resumo-Chave

A epidemiologia do câncer infantil difere significativamente da do adulto. Leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas representam a maioria dos casos, sendo crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado na pediatria.

Contexto Educacional

O câncer infantil, embora raro em comparação com o câncer em adultos, é a principal causa de morte por doença em crianças e adolescentes. A compreensão de sua epidemiologia é fundamental para o diagnóstico precoce e manejo adequado. Os tipos mais prevalentes incluem leucemias, tumores do sistema nervoso central (SNC) e linfomas, que juntos somam a maior parte dos casos pediátricos. É crucial que o residente reconheça esses padrões para uma abordagem clínica eficaz. Ao contrário do câncer em adultos, a maioria dos cânceres infantis não está associada a fatores de risco ambientais ou estilo de vida, sendo predominantemente esporádica. No entanto, algumas condições genéticas, como a Síndrome de Down, aumentam o risco para certas neoplasias, como as leucemias, devido a genes como o GATA1. O retinoblastoma, um tumor ocular maligno, é um exemplo de câncer pediátrico que frequentemente tem origem genética, mas a maioria dos cânceres infantis não segue esse padrão. O diagnóstico precoce é um pilar no tratamento do câncer infantil, e a suspeita clínica baseada no conhecimento da epidemiologia e dos sinais e sintomas é vital. A leucemia aguda, por exemplo, pode ter um início insidioso, mas raramente um período de latência grande, com sintomas que progridem em semanas a poucos meses. O tratamento é complexo e multidisciplinar, visando a cura com a menor toxicidade possível para o desenvolvimento da criança.

Perguntas Frequentes

Quais são os tipos de câncer mais comuns na infância?

Os cânceres mais frequentes na faixa etária pediátrica são as leucemias (especialmente a leucemia linfoide aguda), os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. Esses três grupos representam a maioria dos diagnósticos em crianças e adolescentes.

O câncer infantil é geralmente hereditário?

Não, a maioria dos cânceres pediátricos não é hereditária, sendo de origem esporádica. Embora existam síndromes genéticas que aumentam o risco, a grande parte dos casos não apresenta história familiar significativa ou alterações genéticas congênitas conhecidas.

Qual a relação entre Síndrome de Down e câncer?

Pacientes com Síndrome de Down (Trissomia 21) têm um risco aumentado para o desenvolvimento de leucemias, especialmente a leucemia mieloide aguda (LMA) e linfoide aguda (LLA), devido a alterações genéticas como o envolvimento do gene GATA1, que interfere na diferenciação celular. O risco para tumores do SNC não é aumentado.

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