FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2017
Várias pesquisas evidenciam um incremento, nas últimas décadas, no número de mortes por câncer no Brasil; além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2020, esta será a principal causa de mortes no mundo. Tais fatos demonstram a importância de se instituírem ações que tenham como objetivo a prevenção das diversas formas dessa doença por meio da orientação aos pacientes, visando a diminuir, ao máximo, a exposição aos seus fatores de risco. Considere as afirmações abaixo acerca desses fatores de risco. I. No Brasil, a distribuição de câncer indica aumento dos tipos associados às melhores condições socioeconômicas (mama, próstata e câncer colorretal). II. Os tumores que têm relação com a pobreza são câncer de pênis, colo de útero, estômago e cavidade oral. III. A ingestão crônica de bebidas alcoólicas aumenta o risco de neoplasias de cavidade oral, faringe, hipofaringe, laringe, esôfago e fígado. Estão CORRETAS as afirmações contidas em:
Câncer: ↑ tipos associados a melhores condições (mama, próstata, colorretal) e a pobreza (pênis, colo de útero, estômago, oral); álcool é fator de risco para múltiplos sítios.
A epidemiologia do câncer no Brasil reflete a transição demográfica e epidemiológica, com aumento de cânceres relacionados ao estilo de vida ocidental (mama, próstata, colorretal) e persistência de cânceres associados à pobreza e infecções (colo de útero, pênis, estômago, cavidade oral). O consumo crônico de álcool é um fator de risco bem estabelecido para diversas neoplasias malignas, impactando significativamente a saúde pública.
A epidemiologia do câncer no Brasil reflete uma complexa interação de fatores genéticos, ambientais e socioeconômicos, em um cenário de transição demográfica e epidemiológica. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca o câncer como uma das principais causas de mortalidade global, e no Brasil, a incidência e mortalidade por câncer têm crescido, tornando a prevenção e o controle da doença prioridades de saúde pública. No contexto brasileiro, observa-se um aumento na incidência de cânceres associados a melhores condições socioeconômicas e a um estilo de vida mais ocidentalizado, como o câncer de mama, próstata e colorretal. Estes estão ligados a fatores como obesidade, sedentarismo, dietas ricas em gorduras e processados, e envelhecimento populacional. Paralelamente, persistem elevadas taxas de cânceres historicamente associados à pobreza e a condições sanitárias precárias, como o câncer de pênis, colo de útero (relacionado ao HPV), estômago (H. pylori) e cavidade oral (tabagismo e álcool). Um dos fatores de risco mais importantes e modificáveis é o consumo crônico de bebidas alcoólicas, que aumenta significativamente o risco de desenvolver neoplasias em múltiplos sítios, incluindo cavidade oral, faringe, laringe, esôfago e fígado. A compreensão desses padrões e fatores de risco é essencial para a formulação de estratégias eficazes de prevenção primária e secundária, visando a redução da exposição a carcinógenos e a promoção de hábitos de vida saudáveis, impactando diretamente a saúde da população e a prática clínica dos futuros médicos.
No Brasil, há um aumento de cânceres associados a melhores condições socioeconômicas e estilo de vida ocidental, como câncer de mama, próstata e colorretal. Isso se deve a fatores como envelhecimento populacional, sedentarismo, obesidade, dieta inadequada e tabagismo.
Cânceres como o de pênis, colo de útero, estômago e cavidade oral são mais prevalentes em populações com menor nível socioeconômico, frequentemente associados a infecções (HPV, H. pylori), higiene precária, tabagismo e consumo de álcool.
O consumo crônico de bebidas alcoólicas é um fator de risco bem estabelecido para diversos tipos de câncer, incluindo os de cavidade oral, faringe, hipofaringe, laringe, esôfago e fígado. O álcool e seus metabólitos são carcinogênicos, danificando o DNA e promovendo a proliferação celular.
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