Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2021
Marque a alternativa CORRETA:
Asma: + frequente em meninos < puberdade; + frequente em meninas > puberdade.
A prevalência da asma varia com a idade e o sexo. Na infância, é mais comum em meninos, mas essa relação se inverte na adolescência e vida adulta, onde as mulheres são mais afetadas, possivelmente devido a fatores hormonais.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das condições crônicas mais comuns na infância. Sua epidemiologia é complexa e influenciada por uma interação de fatores genéticos e ambientais. Compreender a prevalência e os fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado da doença. Um aspecto notável da epidemiologia da asma é a sua variação de prevalência entre os sexos ao longo da vida. Na infância, a asma é consistentemente mais comum em meninos do que em meninas. Essa diferença pode ser atribuída a fatores como o menor calibre das vias aéreas em meninos jovens, maior exposição a infecções respiratórias e diferenças hormonais. No entanto, após a puberdade, essa relação se inverte, e a prevalência de asma torna-se maior em mulheres, sugerindo um papel dos hormônios sexuais femininos na patogênese da doença. Além disso, a asma não é uma doença homogênea; ela apresenta diferentes fenótipos e endotipos, com variações na inflamação brônquica (eosinofílica, neutrofílica, paucigranulocítica) e na resposta ao tratamento. A prevalência é geralmente maior em áreas urbanas e em populações com maior exposição a alérgenos e poluentes. A genética também desempenha um papel significativo, com múltiplos lócus genéticos associados ao risco de desenvolver asma, tornando a doença multifatorial.
Na infância, a asma é mais prevalente em meninos. No entanto, após a puberdade, essa tendência se inverte, e a asma se torna mais comum em meninas e mulheres adultas, possivelmente devido a fatores hormonais.
Fatores genéticos, ambientais (exposição a alérgenos, poluição), socioeconômicos e hormonais podem influenciar a prevalência da asma. A urbanização, por exemplo, está associada a maior prevalência.
Não, embora a asma eosinofílica (tipo 2) seja comum, existem fenótipos de asma não eosinofílica, onde a inflamação pode ser neutrofílica ou paucigranulocítica, com implicações para o tratamento.
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