Epidemiologia de Acidentes e Mortalidade na Infância

ENARE/ENAMED — Prova 2025

Enunciado

Em palestra sobre puericultura para cuidadores de crianças em uma unidade básica de saúde, o pediatra abordou a prevenção de acidentes, identificando a principal causa de morte para cada faixa etária. A alternativa que se relaciona corretamente uma determinada faixa etária à sua principal causa de morte é:

Alternativas

  1. A) Entre 12 e 18 anos: afogamento.
  2. B) Entre 2 e 5 anos: queimadura.
  3. C) Entre 6 e 10 anos: intoxicação.
  4. D) Entre 1 e 4 anos: queda em casa.
  5. E) Entre 14 e 17 anos: arma de fogo.

Pérola Clínica

Acidentes são a principal causa de morte de 1-14 anos; afogamento é destaque em adolescentes.

Resumo-Chave

A epidemiologia dos acidentes na infância e adolescência reflete o desenvolvimento neuropsicomotor e a exposição a riscos ambientais específicos de cada idade.

Contexto Educacional

O conhecimento da epidemiologia das causas externas é fundamental para o pediatra na Atenção Primária. No Brasil, os acidentes representam a principal causa de morte em crianças de 1 a 14 anos. A orientação antecipada durante as consultas de puericultura é a ferramenta mais eficaz para reduzir essas estatísticas. Historicamente, as quedas e intoxicações são causas frequentes de morbidade, mas o afogamento e os acidentes de trânsito lideram a mortalidade. O entendimento de que o risco muda conforme a idade permite intervenções direcionadas, como o uso de grades em janelas para bebês e o uso de coletes salvavidas para adolescentes em lazer aquático.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de morte externa em adolescentes?

Em adolescentes (12-18 anos), as principais causas de morte externa variam entre acidentes de trânsito, afogamentos e causas violentas (homicídios/suicídios). O afogamento permanece como uma causa significativa de óbito acidental nesta faixa etária devido à maior exposição em águas abertas e comportamentos de risco.

Como a puericultura aborda a prevenção de acidentes?

A puericultura utiliza a antecipação de riscos baseada no desenvolvimento da criança. Para lactentes, foca-se em sufocação e quedas; para pré-escolares, em queimaduras e intoxicações; e para escolares/adolescentes, em traumas de trânsito e afogamentos.

Por que o afogamento é comum entre 12 e 18 anos?

Nesta faixa etária, o aumento da independência, a busca por desafios e a exposição a rios, represas e mar, muitas vezes sem supervisão ou sob influência de substâncias, elevam drasticamente o risco de afogamento fatal.

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