INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Em uma cidade, ocorreram vários casos de uma doença de notificação compulsória, suficientes para ultrapassar o limite endêmico superior em determinado período. A equipe da vigilância epidemilógica, após realizar investigação, elaborou o gráfico ilustrado a seguir, que considera a distribuição do número de casos (eixo vertical) em função do tempo (eixo horizontal), além do período máximo de incubação desta doença (linha mais espessa, abaixo do eixo horizontal): Com base nos dados apresentados, como deveria ser caracterizada essa epidemia?
Casos concentrados em 1 período de incubação → Exposição maciça de fonte comum (explosiva).
Uma epidemia de fonte comum pontual (ou maciça) caracteriza-se por um aumento súbito de casos que ocorrem dentro de um intervalo de tempo compatível com um único período de incubação da doença.
A análise de curvas epidêmicas é uma ferramenta essencial da epidemiologia de campo. Ela permite inferir o modo de transmissão, a magnitude do surto e a eficácia das medidas de controle. Uma epidemia de fonte comum ocorre quando um grupo de pessoas é exposto ao mesmo agente nocivo. Se essa exposição é breve e simultânea, chamamos de 'fonte pontual' ou 'explosiva'. Exemplos clássicos incluem surtos de intoxicação alimentar ou contaminação de um sistema de ventilação. O reconhecimento rápido desse padrão pela vigilância epidemiológica permite a interdição imediata da fonte, prevenindo novos casos, ao contrário das epidemias propagadas (como gripe ou sarampo), onde o foco deve ser o bloqueio da transmissão entre indivíduos.
Caracteriza-se pelo surgimento rápido de um grande número de casos em um curto intervalo de tempo. Todos os indivíduos foram expostos simultaneamente à mesma fonte (ex: alimento contaminado em uma festa). A duração do surto geralmente não excede o período de incubação da doença.
Diferente da fonte comum, a epidemia propagada (ou progressiva) mostra uma curva com várias 'corcovas' ou picos sucessivos, indicando que a doença está sendo transmitida de uma pessoa para outra em ciclos sucessivos de incubação.
O período de incubação ajuda a identificar o momento provável da exposição e a natureza da fonte. Se todos os casos ocorrem dentro de um período de incubação após um evento suspeito, a fonte é pontual. Se os casos continuam surgindo além desse tempo, a fonte pode ser persistente ou a transmissão é interpessoal.
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