HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022
Considere que um paciente do sexo masculino, 41 anos de idade, advogado, procura atendimento ambulatorial com dor em cotovelo esquerdo e formigamento em mãos. Refere que, desde que começou a praticar golfe, três vezes por semana, passou a sentir dor no cotovelo associada à parestesia do quarto e quinto dedos. Nesse caso, o diagnóstico provável e a complicação associada, são, respectivamente,
Dor em cotovelo medial + parestesia 4º/5º dedos (golfista) → Epicondilite medial + Síndrome do Túnel Cubital.
A epicondilite medial, ou cotovelo de golfista, é uma tendinopatia dos flexores do punho e pronadores do antebraço. A proximidade anatômica do epicôndilo medial com o túnel cubital (onde o nervo ulnar passa) explica a associação frequente com a compressão do nervo ulnar, manifestada por parestesia nos dedos anelar e mínimo.
A epicondilite medial, conhecida popularmente como 'cotovelo de golfista', é uma tendinopatia de inserção dos músculos flexores do punho e pronadores do antebraço no epicôndilo medial do úmero. É uma condição comum em atletas que praticam esportes com movimentos repetitivos de flexão do punho e pronação, como golfe, beisebol e levantamento de peso, mas também pode afetar indivíduos que realizam trabalhos manuais repetitivos. A dor é localizada na face medial do cotovelo e pode irradiar para o antebraço, sendo exacerbada pela atividade física e pela palpação da região. A associação com a síndrome do túnel cubital é frequente devido à anatomia local. O nervo ulnar passa por um túnel osteofibroso na região medial do cotovelo, o túnel cubital, que está adjacente ao epicôndilo medial. A inflamação crônica e o espessamento dos tendões na epicondilite medial podem levar à compressão ou irritação do nervo ulnar. Os sintomas da compressão do nervo ulnar incluem parestesia (formigamento) e dormência no quarto e quinto dedos da mão, além de fraqueza muscular nos músculos intrínsecos da mão inervados pelo ulnar, podendo evoluir para atrofia em casos avançados. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e exame físico, com testes provocativos específicos para epicondilite e compressão do nervo ulnar. O tratamento inicial para ambas as condições é conservador, incluindo repouso, gelo, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), fisioterapia com alongamento e fortalecimento, e modificação das atividades. Em casos refratários, infiltrações de corticosteroides ou cirurgia para descompressão do nervo ulnar ou desbridamento dos tendões podem ser consideradas. A identificação precoce e o manejo adequado são essenciais para prevenir a progressão dos sintomas e a perda funcional.
A epicondilite medial causa dor na face interna do cotovelo, que piora com movimentos de flexão do punho e pronação do antebraço, como os realizados no golfe ou levantamento de peso. Pode haver sensibilidade à palpação do epicôndilo medial.
A síndrome do túnel cubital é a compressão do nervo ulnar no cotovelo, manifestando-se com parestesia (formigamento) e dormência no quarto e quinto dedos, além de fraqueza na mão. A proximidade anatômica do nervo ulnar com o epicôndilo medial faz com que a inflamação na epicondilite medial possa irritar ou comprimir o nervo.
A epicondilite medial (cotovelo de golfista) afeta os tendões flexores e pronadores na face interna do cotovelo. A epicondilite lateral (cotovelo de tenista) afeta os tendões extensores e supinadores na face externa do cotovelo. A dor e os movimentos que a exacerbam são distintos para cada condição.
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