UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Mesmo sem condição patológica associada, são achados característicos no escarro do paciente asmático:
Asma → inflamação eosinofílica das vias aéreas → eosinófilos no escarro.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e limitação variável do fluxo aéreo. A inflamação subjacente é predominantemente eosinofílica, o que se reflete na presença de eosinófilos no escarro, mesmo em pacientes sem exacerbação aguda.
A asma brônquica é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns, afetando milhões de pessoas globalmente. Sua patogênese envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, resultando em inflamação crônica das vias aéreas. Compreender os marcadores inflamatórios é crucial para o diagnóstico e manejo. A inflamação eosinofílica é uma característica distintiva da asma, especialmente em sua forma alérgica. Os eosinófilos são recrutados para as vias aéreas e liberam substâncias como proteínas básicas principais, peroxidases e leucotrienos, que causam dano tecidual e contribuem para os sintomas da asma. A presença de eosinófilos no escarro é um reflexo direto dessa inflamação. Para residentes e estudantes, o conhecimento desses achados microscópicos no escarro não apenas reforça a compreensão da fisiopatologia da asma, mas também destaca a importância de exames complementares no diagnóstico diferencial e na monitorização da resposta ao tratamento. A identificação da eosinofilia no escarro pode, em alguns contextos, orientar a escolha de terapias biológicas anti-eosinofílicas, otimizando o manejo da doença.
Os eosinófilos desempenham um papel central na fisiopatologia da asma, liberando mediadores pró-inflamatórios que contribuem para a broncoconstrição, hipersecreção de muco, edema da mucosa e remodelamento das vias aéreas, característicos da doença.
Além dos eosinófilos, o escarro de pacientes asmáticos pode apresentar cristais de Charcot-Leyden (formados pela desintegração de eosinófilos) e espirais de Curschmann (moldes de muco das pequenas vias aéreas), embora estes sejam menos específicos.
A contagem de eosinófilos no escarro induzido pode ser utilizada para guiar o tratamento da asma, especialmente em casos graves, permitindo uma terapia anti-inflamatória mais direcionada e a redução de exacerbações.
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