IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2025
Um paciente de 40 anos apresenta sintomas de asma alérgica e rinite, com um hemograma mostrando uma contagem elevada de eosinófilos. Considerando a interpretação dos marcadores hematológicos em processos alérgicos, alternativa correta:
Eosinofilia no hemograma + Atopia = Resposta Th2 mediada por IgE e ativação de mastócitos.
Eosinófilos são marcadores de inflamação alérgica tipo 2; seu aumento reflete a ativação da cascata IgE-mastócito-eosinófilo comum na asma e rinite.
A eosinofilia é definida como uma contagem absoluta acima de 500 células/µL. Na asma, a contagem de eosinófilos no sangue periférico correlaciona-se frequentemente com a gravidade da inflamação das vias aéreas e é usada como biomarcador para indicar o uso de terapias biológicas (anti-IL5). O hemograma, embora inespecífico, fornece pistas valiosas: a presença de eosinofilia em um paciente com sintomas respiratórios sazonais ou desencadeados por alérgenos reforça o diagnóstico de atopia e auxilia na exclusão de processos puramente infecciosos bacterianos, onde predominaria a neutrofilia.
Nas doenças alérgicas como asma e rinite, os eosinófilos são recrutados para os tecidos inflamados por citocinas como a IL-5, produzida por linfócitos Th2. Uma vez ativados, eles liberam proteínas granulares citotóxicas (como a proteína básica maior) e mediadores lipídicos que causam dano epitelial, broncoconstrição e hiperresponsividade brônquica, perpetuando a inflamação crônica.
A IgE liga-se a receptores de alta afinidade em mastócitos e basófilos. Após o reexposição ao alérgeno, ocorre a desgranulação dessas células, liberando histamina e quimiocinas que atraem eosinófilos para o local da reação. Embora a IgE não ative diretamente o eosinófilo na circulação, o ambiente imunológico Th2 que promove a síntese de IgE também promove a eosinofilia.
Não necessariamente. Embora alergias e infecções por helmintos sejam as causas mais comuns, a eosinofilia pode estar presente em doenças autoimunes (como a Granulomatose de Churg-Strauss), síndromes hipereosinofílicas primárias, neoplasias hematológicas e reações adversas a drogas (DRESS).
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