SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Sobre o tratamento com enxertos e retalhos no tratamento do grande queimado escolha a assertiva CORRETA.
Retalhos cutâneos possuem vascularização própria via pedículo, permitindo cobertura de áreas complexas com maior viabilidade.
Retalhos cutâneos são tecidos que mantêm sua própria vascularização, seja por um pedículo adjacente ou microcirurgicamente, o que lhes confere maior resistência e viabilidade para cobrir áreas com leito receptor pobre, como tendões expostos, ossos ou articulações. Enxertos, por outro lado, dependem da neovascularização do leito receptor.
O tratamento do grande queimado é complexo e frequentemente exige cobertura cirúrgica das feridas para prevenir infecção, minimizar perda de fluidos e promover cicatrização. As principais opções de cobertura são os enxertos de pele e os retalhos cutâneos, cada um com indicações e características distintas. Enxertos de pele são segmentos de pele removidos de uma área doadora e transplantados para uma área receptora, dependendo da neovascularização do leito para sobreviver. Os enxertos de pele parcial (EPP) contêm epiderme e parte da derme, são mais flexíveis e podem cobrir grandes áreas, mas contraem mais. Enxertos de pele total (EPT) incluem epiderme e toda a derme, oferecendo melhor qualidade estética e menor contração, sendo ideais para áreas funcionais e estéticas, mas não incluem hipoderme. Retalhos cutâneos, por outro lado, são segmentos de tecido (pele, gordura, músculo, osso) que mantêm sua vascularização intrínseca através de um pedículo (vascular ou microcirúrgico). Isso lhes confere maior robustez e capacidade de cobrir áreas com leito receptor pobre (ossos expostos, tendões, articulações), sendo cruciais em reconstruções complexas. A zetaplastia é uma técnica de retalho local para alongar cicatrizes, não um enxerto. A escolha entre enxerto e retalho depende da profundidade da queimadura, do tamanho da área a ser coberta, da localização e das condições do leito receptor.
A principal diferença é a vascularização: enxertos são tecidos desvascularizados que dependem da neovascularização do leito receptor para sobreviver, enquanto retalhos mantêm sua vascularização própria através de um pedículo, o que lhes confere maior viabilidade e resistência.
Enxertos de pele parcial são mais comumente usados em grandes queimados devido à sua capacidade de cobrir grandes áreas e à menor morbidade do sítio doador. Enxertos de pele total são indicados para áreas onde a estética e a função são cruciais, como face e mãos, ou sobre articulações, devido à menor contração e maior resistência.
A zetaplastia é uma técnica cirúrgica que envolve a transposição de retalhos triangulares para alongar ou reorientar cicatrizes, especialmente em áreas de contratura. Não é um tipo de enxerto, mas sim uma técnica de retalho local.
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