CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente, sexo masculino, 68 anos, apresenta lesão em pálpebra inferior direita há 3 meses com bordos elevados, fundo sujo, prurido e sangramento. O cirurgião opta por biópsia excisional da lesão por suas características serem sugestivas de lesão maligna. Durante a programação cirúrgica, discute com seus residentes as vantagens e desvantagens de um enxerto total de pele para reconstrução do local. São consideradas desvantagens, exceto:
Enxerto total de pele tem menor contração cicatricial, mas maior risco de insucesso e menor área doadora disponível.
O enxerto de pele total, por conter todas as camadas da derme, apresenta menor contração secundária durante a cicatrização, o que é uma vantagem em áreas como a pálpebra. No entanto, ele exige maior vascularização do leito receptor, tem maior risco de insucesso (necrose) e as áreas doadoras são mais limitadas, sendo essas desvantagens em comparação com o enxerto de espessura parcial.
A reconstrução de defeitos cutâneos após ressecção de lesões malignas, especialmente em áreas nobres como a pálpebra, exige um planejamento cuidadoso. Entre as opções, os enxertos de pele são amplamente utilizados, e a escolha entre enxerto de espessura total (ETP) e enxerto de espessura parcial (EEP) depende de diversos fatores, incluindo o tamanho e a localização do defeito, a qualidade do leito receptor e o resultado estético e funcional desejado. O enxerto de pele total consiste na epiderme e em toda a espessura da derme. Suas principais vantagens incluem menor contração secundária durante a cicatrização, o que é crucial em áreas como a pálpebra para evitar ectrópio ou distorção. Além disso, tende a apresentar melhor resultado estético em termos de cor e textura, e maior resistência a traumas. Por essas razões, é frequentemente preferido para reconstruções faciais. No entanto, o enxerto total de pele possui desvantagens importantes. Devido à sua maior espessura, é metabolicamente mais exigente e requer um leito receptor com excelente vascularização para garantir a 'pega' do enxerto, resultando em um maior risco de insucesso ou necrose em comparação com o enxerto de espessura parcial. Além disso, as áreas doadoras para enxertos totais são mais limitadas, geralmente restritas a regiões com pele mais frouxa, como a região retroauricular, supraclavicular ou prega inguinal. A vascularização própria não é uma característica do enxerto, que depende do leito receptor para sobreviver.
As principais vantagens incluem menor contração secundária durante a cicatrização, o que é crucial em áreas funcionais como pálpebras, melhor resultado estético em termos de cor e textura, e maior resistência a traumas.
O enxerto total de pele é mais espesso e, portanto, mais metabolicamente exigente, necessitando de um leito receptor com excelente vascularização para sua pega. Qualquer comprometimento vascular aumenta o risco de necrose do enxerto.
O enxerto de pele total, por conter todas as camadas da derme, incluindo as fibras elásticas, apresenta menor contração secundária. Já o enxerto de espessura parcial, por ter menos derme, contrai mais significativamente durante o processo de cicatrização.
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