Enxerto de Pele Parcial: Cobertura de Feridas Extensas

UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025

Enunciado

Homem, 18 anos de idade, vítima de acidente por queda de moto, apresenta lesão na face posterior do antebraço direito. Exame físico: lesão de aproximadamente 25 x 7 cm, com sangramento e sujidade local, exposição da musculatura e gordura e sem exposição de vasos, nervos, tendões ou osso. Radiografia: ausência de fraturas. Submeteu-se a lavagem com desbridamento pela equipe da Cirurgia Geral. Após 10 dias, foi solicitada uma interconsulta para a equipe de Cirurgia Plástica. Qual é a conduta mais adequada para a cobertura?

Alternativas

  1. A) Enxerto de pele total.
  2. B) Enxerto de pele parcial.
  3. C) Retalho microcirúrgico.
  4. D) Fechamento por segunda intenção.

Pérola Clínica

Lesão extensa com exposição de gordura/músculo e leito viável → Enxerto de pele parcial é a melhor opção.

Resumo-Chave

Enxertos de pele parcial são ideais para grandes áreas de perda de substância com leito bem vascularizado (gordura, músculo), pois têm alta taxa de integração e menor morbidade do sítio doador. Enxertos totais são para áreas menores e mais estéticas, enquanto retalhos são para exposições de estruturas nobres ou leitos avasculares.

Contexto Educacional

A cobertura de feridas complexas é um desafio comum na prática cirúrgica, exigindo conhecimento aprofundado das opções reconstrutivas. Enxertos de pele, sejam parciais ou totais, são procedimentos fundamentais para restaurar a integridade cutânea e prevenir infecções. A escolha da técnica depende de fatores como tamanho da lesão, profundidade, localização, condição do leito receptor e disponibilidade de tecido doador. O enxerto de pele parcial, também conhecido como enxerto de espessura dividida, é composto por epiderme e uma porção da derme. É a opção de escolha para grandes áreas de perda de substância, como no caso descrito, onde há exposição de gordura e músculo, indicando um leito bem vascularizado. Sua principal vantagem é a alta taxa de integração e a menor morbidade do sítio doador, que cicatriza por segunda intenção. A desvantagem é a maior contração e menor qualidade estética em comparação com o enxerto total. Para residentes, é crucial dominar as indicações e contraindicações de cada tipo de cobertura. O fechamento por segunda intenção é lento e pode levar a cicatrizes inestéticas e contraturas. Enxertos de pele total são para áreas menores e mais estéticas. Retalhos, sejam pediculados ou microcirúrgicos, são reservados para feridas com exposição de estruturas nobres (tendões, ossos, vasos) ou leitos avasculares, onde a vascularização própria do retalho é essencial para a viabilidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para um enxerto de pele parcial?

Enxertos de pele parcial são indicados para cobertura de grandes áreas de perda de substância cutânea, queimaduras de espessura total, úlceras crônicas e feridas com exposição de tecido subcutâneo ou muscular, desde que o leito receptor seja bem vascularizado.

Por que o enxerto de pele total não seria a melhor opção neste caso?

O enxerto de pele total é mais adequado para áreas menores, onde a contração é indesejável e a estética é prioritária, como face e mãos. Em lesões extensas como a descrita, o enxerto parcial é preferível devido à maior taxa de pega e menor morbidade do sítio doador.

Quando um retalho microcirúrgico seria considerado para uma lesão no antebraço?

Retalhos microcirúrgicos são indicados para feridas complexas com exposição de estruturas nobres como vasos, nervos, tendões ou osso, ou quando o leito receptor é avascular e não permite a pega de um enxerto. Eles fornecem tecido com vascularização própria.

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