Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Qual o enxerto que promove melhores resultados em longo prazo na cirurgia de revascularização miocárdica?
Artéria torácica interna (LITA) → enxerto de escolha na revascularização miocárdica por maior patência a longo prazo.
A artéria torácica interna (ATI), especialmente a esquerda (LITA), é o enxerto de eleição na cirurgia de revascularização miocárdica devido à sua superioridade em termos de patência a longo prazo e menor taxa de reintervenção, comparada a outros enxertos como a veia safena magna.
A cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) é um procedimento fundamental para pacientes com doença arterial coronariana multiarterial ou lesão de tronco de coronária esquerda. A escolha do enxerto é um fator crítico que impacta diretamente os resultados a longo prazo e a sobrevida do paciente. Compreender as características e a patência de cada tipo de enxerto é essencial para a prática clínica e para as provas de residência. A artéria torácica interna (ATI), particularmente a esquerda (LITA) para a artéria descendente anterior (ADA), é o padrão-ouro devido à sua superior patência e durabilidade. Sua resistência à aterosclerose e a capacidade de se adaptar ao fluxo coronariano contribuem para desfechos clínicos favoráveis. O uso da ATI bilateral tem sido associado a benefícios adicionais em subgrupos de pacientes, embora com um risco ligeiramente maior de complicações na parede torácica. Enxertos venosos, como a veia safena magna, são mais fáceis de obter e amplamente utilizados, mas sua patência é inferior à dos enxertos arteriais, com taxas de oclusão crescentes ao longo do tempo. Outros enxertos arteriais, como a artéria radial e a artéria gastroepiplóica, são opções valiosas em cenários específicos, especialmente quando múltiplos enxertos são necessários ou a ATI não está disponível. A decisão sobre qual enxerto utilizar deve ser individualizada, considerando a idade do paciente, comorbidades, anatomia coronariana e a experiência da equipe cirúrgica.
A artéria torácica interna (ATI), especialmente a esquerda (LITA), possui características histológicas e fisiológicas que conferem maior resistência à aterosclerose e menor taxa de oclusão em comparação com enxertos venosos. Sua patência em 10 anos é superior a 90%, resultando em melhores desfechos clínicos a longo prazo.
A veia safena magna, embora de fácil obtenção e amplamente disponível, apresenta menor patência a longo prazo devido à sua maior suscetibilidade à aterosclerose e hiperplasia intimal. Isso leva a uma taxa de oclusão significativamente maior em 5-10 anos em comparação com os enxertos arteriais.
A artéria radial é uma alternativa arterial à ATI, especialmente quando há necessidade de múltiplos enxertos ou em pacientes mais jovens. Embora sua patência seja boa, é geralmente inferior à da ATI. Sua utilização requer avaliação pré-operatória da circulação colateral da mão para evitar isquemia.
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