Integração de Enxertos de Pele: Fases e Causas de Falha

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo masculino, 35 anos de idade, é levado ao Pronto-Socorro, vítima de queimadura porcombustão por álcool, há uma hora, em tentativa de autoextermínio. No exame inicial, A: via aéreapérvia, SatO2: 98% com cateter de O2: 15 L/min; B: murmúrios vesiculares bem distribuídos e semruídos adventícios, FR: 18ipm; C: bulhas rítmicas e normofonéticas, FC: 92 bpm, PA: 118x68mmHg, abdome indolor, pelve estável e sem sangramentos externos; D: escala de coma deGlasgow: 14, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E: presença de queimaduras de 2 e 3 graus emregião anterior do tronco e região anterior das extremidades (membros superiores e inferiores).\n\nQuanto à integração dos enxertos de pele, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Na fase de embebição ocorre o alinhamento dos vasos do enxerto com o leito receptor.
  2. B) A imobilidade dos enxertos não é necessária para ocorrer a integração.
  3. C) Na fase de inosculação ocorre a nutrição dos enxertos por difusão.
  4. D) As principais causas de falha na integração dos enxertos de pele são o hematoma e o seroma. Situação-Problema: Questões de 28 a 30. Paciente, sexo masculino, 65 anos de idade, diagnosticado com carcinoma espinocelular de assoalho de boca, está realizando exames de estadiamento. O paciente é tabagista 30 maços/ano e etilista de destilados. Ao exame físico, bom estado geral, corado, apresenta lesão ulcerada no assoalho da boca, medindo cerca de 1,0 cm, dolorosa e com bordas infiltrativas.

Pérola Clínica

Hematoma e seroma são as causas #1 de falha na 'pega' do enxerto por impedirem o contato com o leito.

Resumo-Chave

A integração do enxerto depende de três fases sequenciais: embebição (difusão), inosculação (conexão vascular) e neovascularização (crescimento capilar).

Contexto Educacional

A enxertia de pele é um procedimento fundamental na cirurgia reconstrutiva e no tratamento de queimados. Diferente dos retalhos, os enxertos não possuem suprimento sanguíneo próprio e dependem totalmente das condições do leito receptor para 'pegar'.\n\nO sucesso da integração exige um leito bem vascularizado, ausência de infecção e, crucialmente, contato íntimo e imobilidade. O cisalhamento (movimentação) e a formação de coleções (hematoma/seroma) são os principais inimigos do cirurgião, pois interrompem as delicadas conexões vasculares que se formam durante a fase de inosculação.

Perguntas Frequentes

O que é a fase de embebição plasmática?

É a fase inicial (primeiras 24-48h) onde o enxerto sobrevive passivamente por difusão de nutrientes e oxigênio vindos do leito receptor. O enxerto absorve plasma, aumentando seu peso em até 40%.

Como ocorre a inosculação nos enxertos?

A inosculação ocorre entre o 2º e 5º dia, caracterizando-se pelo alinhamento e conexão física entre os capilares do enxerto e os vasos do leito receptor, estabelecendo um fluxo sanguíneo rudimentar.

Por que o hematoma impede a integração do enxerto?

O hematoma cria uma barreira física entre o enxerto e o leito receptor. Isso impede a difusão de nutrientes na fase de embebição e bloqueia o crescimento vascular, levando à necrose do tecido enxertado.

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