SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Adolescente de 13 anos refere cefaleia pulsátil unilateral associada a náuseas, fotofobia e fonofobia, com duração de 6 horas, sem sinais neurológicos focais. Qual o diagnóstico mais provável?
Cefaleia pulsátil + náuseas + foto/fonofobia em adolescentes → Enxaqueca (mesmo se < 4h).
A enxaqueca na faixa pediátrica pode ter duração menor (2-72h) e ser bilateral, mas mantém as características de hipersensibilidade sensorial e sintomas autonômicos.
A enxaqueca é uma das causas mais comuns de cefaleia recorrente na adolescência, impactando significativamente a qualidade de vida e o desempenho escolar. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na anamnese detalhada e no exame neurológico normal, o que dispensa exames de imagem na ausência de sinais de alerta (red flags). O tratamento envolve medidas comportamentais, como higiene do sono e hidratação, além do manejo agudo com analgésicos comuns ou triptanos. É fundamental orientar a família sobre o diário da cefaleia para identificar gatilhos e monitorar a frequência das crises, decidindo assim a necessidade de profilaxia medicamentosa.
Segundo o ICHD-3, a enxaqueca sem aura em crianças e adolescentes (menores de 18 anos) exige pelo menos 5 crises durando de 2 a 72 horas. A dor deve ter pelo menos duas das seguintes características: localização unilateral ou bilateral (frontal/temporal), qualidade pulsátil, intensidade moderada a grave e agravamento por atividade física. Além disso, deve apresentar náuseas/vômitos ou fotofobia e fonofobia combinadas.
A cefaleia tensional costuma ser holocraniana, em pressão ou aperto, de intensidade leve a moderada e não se agrava com atividade física. A ausência de náuseas e vômitos é um marcador importante da cefaleia tensional. Já a enxaqueca é incapacitante, frequentemente pulsátil e acompanhada de sintomas gastrointestinais e sensibilidade extrema à luz e ao som.
Diferente dos adultos, onde a crise dura de 4 a 72 horas, em pacientes pediátricos a duração pode ser mais curta, sendo aceito o intervalo de 2 a 72 horas. Se a criança dormir e acordar sem dor, o tempo de sono é contabilizado na duração da crise.
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