UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2021
A enxaqueca (migrânea) é uma das cefaleias primária mais frequente e limitante devido à sua intensidade, seu tratamento preventivo era feito com medicações como anti-hipertensivos, anticonvulsivantes, antidepressivos; mas com o advento dos anticorpos monoclonais, houve uma mudança de paradigma em relação ao tratamento profilático da enxaqueca. Assinale a alternativa correta que contém um anticorpo monoclonal já aprovado, no Brasil, para tratamento preventivo da enxaqueca e seu mecanismo de ação:
Erenumab: anticorpo monoclonal anti-receptor CGRP, revolução na profilaxia da enxaqueca.
Os anticorpos monoclonais anti-CGRP ou anti-receptor de CGRP, como o Erenumab, representam um avanço significativo no tratamento preventivo da enxaqueca. Eles atuam bloqueando a via do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), um neurotransmissor chave na fisiopatologia da enxaqueca, oferecendo uma opção mais específica e eficaz para pacientes refratários.
A enxaqueca, ou migrânea, é uma cefaleia primária altamente incapacitante, caracterizada por dor de cabeça pulsátil, unilateral, de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Seu tratamento preventivo tradicionalmente envolvia classes de medicamentos com mecanismos de ação mais amplos, como betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos e anticonvulsivantes, que muitas vezes apresentavam efeitos colaterais limitantes e eficácia variável. O advento dos anticorpos monoclonais representou uma mudança de paradigma na profilaxia da enxaqueca. Esses medicamentos são projetados para atuar especificamente na via do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP), um neuropeptídeo que desempenha um papel central na fisiopatologia da enxaqueca. O CGRP é liberado durante as crises de enxaqueca e está envolvido na transmissão da dor e na vasodilatação das meninges. Os anticorpos monoclonais podem ser direcionados contra o próprio ligante CGRP (Fremanezumab, Galcanezumab) ou contra o receptor de CGRP (Erenumab), impedindo sua ação. O Erenumab, por exemplo, é um anticorpo monoclonal totalmente humano que se liga seletivamente ao receptor do CGRP, bloqueando sua ativação. Sua aprovação no Brasil e em outros países oferece uma nova esperança para pacientes com enxaqueca refratária, proporcionando uma redução significativa na frequência e intensidade das crises, com um perfil de segurança favorável. Para residentes, compreender o mecanismo de ação e as indicações desses novos agentes é fundamental para oferecer o melhor cuidado aos pacientes com enxaqueca, otimizando o manejo e melhorando a qualidade de vida.
Os anticorpos monoclonais para enxaqueca, como o Erenumab, atuam bloqueando o peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP) ou seu receptor. O CGRP é um neuropeptídeo envolvido na transmissão da dor e na vasodilatação cerebral, sendo um alvo terapêutico específico para a profilaxia da enxaqueca.
No Brasil, anticorpos monoclonais como Erenumab, Fremanezumab e Galcanezumab são aprovados para o tratamento preventivo da enxaqueca. Todos eles atuam na via do CGRP, seja bloqueando o ligante CGRP ou seu receptor.
O tratamento preventivo com anticorpos monoclonais é geralmente considerado para pacientes com enxaqueca crônica ou episódica de alta frequência que não responderam adequadamente ou não toleraram outras terapias profiláticas orais, como betabloqueadores, antidepressivos ou anticonvulsivantes.
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