PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2015
Com relação ao tema enxaqueca, analise as proposições a seguir: I. Para caracterizar- se uma enxaqueca com aura, basta o paciente ter tido dois episódio de cefaleia pulsante, associado com uma aura (visual, motora, sensitiva ou distúrbio de fala), com episódios gastrointestinais e não atribuídos a nenhuma outra causa. II. As síndromes periódicas da infância são comumente sintomas precursores de enxaqueca. III. Como o tratamento profilático das enxaquecas podem ser utilizados os anticonvulsivantes, como o Topiramato, a Gabapentina e o Valproato de sódio. IV. Para o diagnóstico de enxaqueca sem aura, o paciente deve ter pelo menos cinco episódios de cefaleia do tipo pulsátil, geralmente hemicranina, associados a fenômenos gastrointestinais com duração de 4 a 72 horas. V. A prevalência da enxaqueca nos adultos é 5-10% nos homens e 15-20% nas mulheres. Estão CORRETAS as proposições:
Enxaqueca: Síndromes periódicas da infância são precursores; profilaxia inclui Topiramato/Valproato; prevalência ↑ mulheres.
A enxaqueca é uma condição complexa com critérios diagnósticos bem definidos pela ICHD-3. É importante reconhecer as síndromes periódicas da infância como precursores e saber as opções de tratamento profilático, como os anticonvulsivantes, além de entender sua epidemiologia com maior prevalência em mulheres.
A enxaqueca é uma cefaleia primária comum e incapacitante, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça, geralmente unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a grave, que piora com atividade física e é acompanhada por sintomas como náuseas, vômitos, fotofobia e fonofobia. Sua prevalência é significativamente maior em mulheres (15-20%) do que em homens (5-10%), e pode impactar drasticamente a qualidade de vida dos indivíduos. O diagnóstico da enxaqueca é clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional de Cefaleias (ICHD-3). A enxaqueca pode ser com ou sem aura, sendo a aura um conjunto de sintomas neurológicos focais transitórios que precedem ou acompanham a cefaleia, mais comumente visuais. É importante reconhecer que síndromes periódicas da infância, como a enxaqueca abdominal e a vertigem paroxística benigna, são frequentemente precursores da enxaqueca na idade adulta. O tratamento da enxaqueca envolve abordagens agudas e profiláticas. A profilaxia é indicada para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes, e pode incluir medicamentos como betabloqueadores, antidepressivos tricíclicos e anticonvulsivantes, como o Topiramato e o Valproato de sódio. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando comorbidades e perfil de efeitos adversos.
Para enxaqueca sem aura, o paciente deve ter pelo menos cinco episódios de cefaleia com duração de 4 a 72 horas, que apresentem pelo menos duas das seguintes características: localização unilateral, caráter pulsátil, intensidade moderada a grave, e agravamento por atividade física. Além disso, deve haver pelo menos um dos seguintes sintomas associados: náuseas e/ou vômitos, ou fotofobia e fonofobia.
As síndromes periódicas da infância que são consideradas precursoras da enxaqueca incluem a vertigem paroxística benigna da infância, o torcicolo paroxístico benigno da infância e a enxaqueca abdominal. Essas condições podem se manifestar antes do início das crises típicas de enxaqueca.
Na profilaxia da enxaqueca, anticonvulsivantes como o Topiramato e o Valproato de sódio são opções eficazes. Eles atuam modulando a excitabilidade neuronal e são recomendados para pacientes com crises frequentes ou incapacitantes.
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