Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2020
Adolescente de 16 anos de idade deseja método anticoncepcional, pois está mantendo relações sexuais frequentes e tem medo que o preservativo se rompa. Refere ter constantemente dor de cabeça latejante, unilateral, que piora com sons e luz. Não tem antecedentes familiares de câncer ou trombose. Recomenda-se
Enxaqueca com aura é contraindicação absoluta para contraceptivos hormonais combinados devido ao risco trombótico.
Adolescentes com enxaqueca com aura têm um risco aumentado de eventos tromboembólicos, especialmente AVC isquêmico. Por isso, contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) são contraindicados. Métodos que contêm apenas progesterona são seguros e recomendados.
A escolha do método contraceptivo para adolescentes requer uma avaliação cuidadosa do histórico médico, incluindo condições preexistentes. A enxaqueca com aura é uma condição neurológica que representa uma contraindicação absoluta para o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), que contêm estrogênio. Essa contraindicação se baseia no aumento significativo do risco de eventos tromboembólicos, particularmente o acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, em mulheres que combinam enxaqueca com aura e estrogênio exógeno. A fisiopatologia envolve a vasoconstrição cerebral associada à aura, que, na presença de estrogênio, pode levar à formação de trombos. Portanto, para adolescentes com enxaqueca com aura, a conduta correta é optar por métodos contraceptivos que não contenham estrogênio. Os métodos de progesterona isolada, como pílulas de progesterona (minipílula), injetáveis (depo-provera), implantes subdérmicos ou sistemas intrauterinos liberadores de levonorgestrel (DIU hormonal), são opções seguras e eficazes. É fundamental que o médico ginecologista ou clínico geral esteja atento a essa contraindicação para garantir a segurança da paciente. A anamnese detalhada sobre o tipo de cefaleia é crucial. Além dos métodos hormonais de progesterona isolada, métodos não hormonais como o DIU de cobre e os métodos de barreira (preservativos) também são opções viáveis. A orientação deve ser individualizada, considerando as preferências da paciente e a eficácia do método, sempre priorizando a segurança.
Contraceptivos hormonais combinados, que contêm estrogênio, aumentam o risco de eventos tromboembólicos, como AVC isquêmico, em mulheres com enxaqueca com aura, sendo uma contraindicação absoluta.
Para mulheres com enxaqueca com aura, são recomendados métodos contraceptivos que contêm apenas progesterona, como pílulas de progesterona isolada, injetáveis, implantes ou DIU hormonal, além dos métodos não hormonais.
A enxaqueca com aura é um fator de risco independente para AVC isquêmico. A adição de estrogênio exógeno, como em contraceptivos combinados, potencializa esse risco, tornando a combinação perigosa.
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