UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Adolescente, 18a, iniciou vida sexual e deseja orientação para anticoncepção hormonal. Não quer colocar dispositivo intrauterino. Refere episódios frequentes de cefaleia com duração de 4 a 6 horas, pulsátil, latejante, unilateral, associada a náuseas e vômitos, com sensibilidade à luz. Nega antecedente familiar de trombose venosa. Exame físico: PA=113/72mmHg; IMC=25Kg/m²; exame ginecológico=normal. O MÉTODO ANTICONCEPCIONAL INDICADO NESTE CASO É:
Enxaqueca com aura = contraindicação absoluta para anticoncepcional combinado estrogênio-progestagênio.
Pacientes com histórico de enxaqueca com aura apresentam risco aumentado de AVC isquêmico ao usar anticoncepcionais hormonais combinados (estrogênio + progestagênio). Nesses casos, métodos que contêm apenas progestagênio ou métodos não hormonais são as opções mais seguras.
A escolha do método anticoncepcional deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente e os critérios de elegibilidade para cada método. A enxaqueca, especialmente a com aura, representa um fator de risco importante que deve ser cuidadosamente avaliado na prescrição de anticoncepcionais hormonais. A presença de enxaqueca com aura é uma contraindicação absoluta para o uso de anticoncepcionais hormonais combinados (que contêm estrogênio e progestagênio). O estrogênio, nesses casos, aumenta significativamente o risco de eventos tromboembólicos, incluindo o acidente vascular cerebral isquêmico, que já é elevado em pacientes com enxaqueca com aura. Para essas pacientes, as opções seguras incluem métodos que contêm apenas progestagênio, como a minipílula, o injetável trimestral, o implante subdérmico ou o sistema intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU hormonal). Métodos não hormonais, como o DIU de cobre e os métodos de barreira, também são alternativas válidas e seguras, eliminando qualquer risco associado a hormônios.
Anticoncepcionais hormonais combinados, que contêm estrogênio, aumentam o risco de acidente vascular cerebral isquêmico em mulheres com enxaqueca com aura, tornando-os uma contraindicação absoluta.
Para mulheres com enxaqueca com aura, são indicados métodos que contêm apenas progestagênio (como minipílula, injetável trimestral, implante ou DIU hormonal) ou métodos não hormonais (como DIU de cobre ou métodos de barreira).
A enxaqueca com aura é caracterizada por sintomas neurológicos focais transitórios (visuais, sensitivos, de fala) que precedem ou acompanham a dor de cabeça. É crucial diferenciar da enxaqueca sem aura para a escolha do método anticoncepcional.
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