Contracepção e Enxaqueca com Aura: Riscos e Escolhas

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 21 anos, solteira, tabagista, deseja contracepção. Tem ciclos regulares e relata fluxo menstrual intenso. Refere enxaqueca com aura, tratada com propranolol. É recomendável nesse caso:

Alternativas

  1. A) Usar anel vaginal para evitar o ""efeito de primeira passagem"".
  2. B) Usar ciproterona como progestínico nas pílulas combinadas.
  3. C) Regime estendido para as pílulas combinadas, ou seja, sem a pausa.
  4. D) A pílula trifásica para reduzir o risco associado ao tabagismo.
  5. E) Evitar o uso de estrógenos na contracepção devido à enxaqueca.

Pérola Clínica

Enxaqueca com aura é contraindicação absoluta para contraceptivos combinados devido ao risco aumentado de AVC.

Resumo-Chave

Pacientes com enxaqueca com aura possuem um risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O uso de contraceptivos hormonais combinados (que contêm estrogênio) eleva ainda mais esse risco, sendo, portanto, contraindicado. Métodos que contêm apenas progestagênio são opções mais seguras.

Contexto Educacional

A escolha do método contraceptivo deve ser individualizada, considerando o perfil de saúde da paciente, seus desejos e as contraindicações. No caso de uma mulher de 21 anos, tabagista e com enxaqueca com aura, a presença da enxaqueca com aura é um fator crítico que contraindica o uso de contraceptivos hormonais combinados (CHC), ou seja, aqueles que contêm estrogênio. A enxaqueca com aura é um fator de risco independente para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O estrogênio, presente em pílulas combinadas, anéis vaginais e adesivos, aumenta o risco trombótico, elevando significativamente o risco de AVC em pacientes com enxaqueca com aura. Esta é uma contraindicação absoluta (Categoria 4 da OMS) para o uso de CHC. O tabagismo também é um fator de risco cardiovascular adicional, reforçando a necessidade de evitar estrogênios. Portanto, a recomendação correta é evitar o uso de estrogênios na contracepção. As opções seguras para essa paciente incluiriam métodos contraceptivos que contêm apenas progestagênio (como pílulas de progestagênio isolado, implantes, injeções ou DIU hormonal) ou métodos não hormonais (como DIU de cobre ou métodos de barreira). As alternativas que sugerem o uso de anel vaginal, ciproterona em pílulas combinadas (que contêm estrogênio) ou regime estendido de pílulas combinadas são inadequadas devido à presença de estrogênio. A pílula trifásica também contém estrogênio e não reduz o risco associado ao tabagismo ou à enxaqueca com aura.

Perguntas Frequentes

Por que a enxaqueca com aura é uma contraindicação para contraceptivos combinados?

A enxaqueca com aura aumenta o risco de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico. O estrogênio presente nos contraceptivos combinados eleva ainda mais esse risco, tornando a combinação perigosa para essas pacientes.

Quais opções contraceptivas são seguras para mulheres com enxaqueca com aura?

Para mulheres com enxaqueca com aura, são recomendados métodos contraceptivos que não contenham estrogênio, como métodos de barreira, DIU de cobre, DIU hormonal (Levonorgestrel) ou pílulas de progestagênio isolado.

O tabagismo influencia a escolha do contraceptivo?

Sim, o tabagismo, especialmente em mulheres com mais de 35 anos, aumenta o risco cardiovascular associado aos contraceptivos combinados, sendo uma contraindicação relativa ou absoluta dependendo da idade e da quantidade de cigarros.

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