PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023
Adolescente, sexo feminino, é frequentemente levada à emergência por episódios de cefaleia, diplopia, ataxia e alteração visual. Realizou eletroencefalograma e ressonância magnética de crânio que não evidenciaram alterações. Qual é o diagnóstico?
Enxaqueca basilar → cefaleia + sintomas de tronco encefálico (diplopia, ataxia) com exames normais.
A enxaqueca basilar, ou migrânea com aura de tronco encefálico, é caracterizada por sintomas neurológicos focais transitórios que se originam no tronco cerebral, como diplopia, ataxia, vertigem, disartria, e que precedem ou acompanham a cefaleia. É crucial que exames de imagem e EEG sejam normais para o diagnóstico, excluindo outras causas.
A enxaqueca basilar, ou migrânea com aura de tronco encefálico, é uma forma rara de enxaqueca que afeta predominantemente adolescentes e adultos jovens, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por uma aura que envolve sintomas de disfunção do tronco encefálico, como vertigem, disartria, diplopia, ataxia, hipoacusia, zumbido, e alteração da consciência, que precedem ou acompanham a cefaleia. É crucial reconhecer esta condição para evitar investigações desnecessárias e tratamentos inadequados. A fisiopatologia envolve uma disfunção transitória da circulação vertebrobasilar, embora sem evidência de isquemia. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Classification of Headache Disorders (ICHD-3), que exigem pelo menos dois sintomas de tronco encefálico na aura, sem fraqueza motora, e exclusão de outras causas por exames de neuroimagem e eletroencefalograma, que devem ser normais. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui AVC, epilepsia, malformações arteriovenosas e outras condições neurológicas. O tratamento agudo da enxaqueca basilar geralmente envolve analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides. Triptanos são tradicionalmente contraindicados devido ao risco teórico de vasoconstrição na circulação posterior, mas evidências recentes sugerem que podem ser seguros em casos selecionados e refratários, sob supervisão médica. A profilaxia segue as diretrizes gerais para enxaqueca, com beta-bloqueadores, topiramato ou amitriptilina. É fundamental tranquilizar o paciente e a família sobre a natureza benigna da condição, após a exclusão de outras patologias.
Os principais sintomas incluem cefaleia, acompanhada por pelo menos dois sintomas de tronco encefálico, como diplopia, vertigem, disartria, ataxia, zumbido, hipoacusia, e alteração da consciência.
O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da ICHD-3, e requer a exclusão de outras causas por meio de exames como ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, que devem ser normais.
O tratamento agudo envolve analgésicos e anti-inflamatórios. Triptanos são geralmente evitados devido ao risco teórico de vasoconstrição na circulação posterior, mas podem ser considerados em casos refratários. A profilaxia é similar à de outras enxaquecas.
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