Enxaqueca Basilar: Diagnóstico e Sintomas Chave

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2023

Enunciado

Adolescente, sexo feminino, é frequentemente levada à emergência por episódios de cefaleia, diplopia, ataxia e alteração visual. Realizou eletroencefalograma e ressonância magnética de crânio que não evidenciaram alterações. Qual é o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Enxaqueca basilar.
  2. B) Cefaleia hípnica.
  3. C) Cefaleia em salvas.
  4. D) Enxaqueca hemiplégica.
  5. E) Cefaleia Cervicogênica.

Pérola Clínica

Enxaqueca basilar → cefaleia + sintomas de tronco encefálico (diplopia, ataxia) com exames normais.

Resumo-Chave

A enxaqueca basilar, ou migrânea com aura de tronco encefálico, é caracterizada por sintomas neurológicos focais transitórios que se originam no tronco cerebral, como diplopia, ataxia, vertigem, disartria, e que precedem ou acompanham a cefaleia. É crucial que exames de imagem e EEG sejam normais para o diagnóstico, excluindo outras causas.

Contexto Educacional

A enxaqueca basilar, ou migrânea com aura de tronco encefálico, é uma forma rara de enxaqueca que afeta predominantemente adolescentes e adultos jovens, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por uma aura que envolve sintomas de disfunção do tronco encefálico, como vertigem, disartria, diplopia, ataxia, hipoacusia, zumbido, e alteração da consciência, que precedem ou acompanham a cefaleia. É crucial reconhecer esta condição para evitar investigações desnecessárias e tratamentos inadequados. A fisiopatologia envolve uma disfunção transitória da circulação vertebrobasilar, embora sem evidência de isquemia. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da International Classification of Headache Disorders (ICHD-3), que exigem pelo menos dois sintomas de tronco encefálico na aura, sem fraqueza motora, e exclusão de outras causas por exames de neuroimagem e eletroencefalograma, que devem ser normais. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui AVC, epilepsia, malformações arteriovenosas e outras condições neurológicas. O tratamento agudo da enxaqueca basilar geralmente envolve analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides. Triptanos são tradicionalmente contraindicados devido ao risco teórico de vasoconstrição na circulação posterior, mas evidências recentes sugerem que podem ser seguros em casos selecionados e refratários, sob supervisão médica. A profilaxia segue as diretrizes gerais para enxaqueca, com beta-bloqueadores, topiramato ou amitriptilina. É fundamental tranquilizar o paciente e a família sobre a natureza benigna da condição, após a exclusão de outras patologias.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da enxaqueca basilar?

Os principais sintomas incluem cefaleia, acompanhada por pelo menos dois sintomas de tronco encefálico, como diplopia, vertigem, disartria, ataxia, zumbido, hipoacusia, e alteração da consciência.

Como é feito o diagnóstico da enxaqueca basilar?

O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios da ICHD-3, e requer a exclusão de outras causas por meio de exames como ressonância magnética de crânio e eletroencefalograma, que devem ser normais.

Qual o tratamento para a enxaqueca basilar?

O tratamento agudo envolve analgésicos e anti-inflamatórios. Triptanos são geralmente evitados devido ao risco teórico de vasoconstrição na circulação posterior, mas podem ser considerados em casos refratários. A profilaxia é similar à de outras enxaquecas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo