INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2020
Uma criança com 7 anos de idade, do sexo feminino, é atendida na Unidade Básica de Saúde devido à enurese noturna há cerca de 6 meses, com 2 a 3 episódios de perda involuntária de urina à noite por semana. A criança havia apresentado controle de esfíncter vesical à noite aos 5 anos de idade. A mãe afirma que a queixa principal coincidiu com o nascimento de seu filho mais novo, o que levou a mudanças na rotina da família, entre elas, a menina passou a ficar com os avós durante o dia, só retornando para casa à noite. Nesse caso, qual deve ser a conduta inicial?
Enurese noturna secundária + fatores psicossociais (estresse) → Terapia comportamental como primeira linha.
A enurese noturna secundária, que ocorre após um período de controle da bexiga, frequentemente está associada a fatores psicossociais ou estressores. Nesses casos, a terapia comportamental, que inclui medidas como restrição hídrica noturna, micção programada e sistemas de alarme, é a abordagem inicial mais adequada.
A enurese noturna é uma condição comum na infância, definida como a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com idade superior a 5 anos. Ela pode ser classificada como primária, quando a criança nunca atingiu o controle noturno da bexiga, ou secundária, quando ocorre após um período de pelo menos seis meses de controle. A enurese secundária frequentemente está associada a fatores psicossociais, estresse emocional ou eventos significativos na vida da criança. No caso apresentado, a criança de 7 anos desenvolveu enurese noturna secundária, coincidindo com o nascimento de um irmão mais novo e mudanças na rotina familiar. Esses eventos são estressores psicossociais conhecidos que podem desencadear ou exacerbar a enurese. A avaliação inicial deve sempre excluir causas orgânicas, como infecção do trato urinário, diabetes mellitus ou anomalias urológicas, mas o contexto psicossocial é um forte indicativo da etiologia neste caso. A conduta inicial para a enurese noturna secundária, especialmente quando há fatores psicossociais envolvidos, é a terapia comportamental. Esta inclui medidas como restrição de líquidos antes de dormir, micção programada (acordar a criança para urinar), uso de alarmes de enurese e estratégias de reforço positivo. A farmacoterapia com desmopressina (reduz a produção de urina) ou anticolinérgicos/amitriptilina (relaxam a bexiga ou têm efeito antidepressivo) é geralmente reservada para casos refratários à terapia comportamental ou quando há uma indicação específica após avaliação médica completa.
A enurese noturna primária ocorre quando a criança nunca atingiu o controle da bexiga à noite. A enurese noturna secundária é quando a criança volta a urinar na cama após um período de pelo menos 6 meses de controle noturno.
A terapia comportamental inclui medidas como restrição de líquidos antes de dormir, micção programada (ir ao banheiro antes de deitar e ser acordada para urinar), uso de alarmes de enurese e reforço positivo.
O tratamento farmacológico, como desmopressina ou amitriptilina, é geralmente considerado após falha da terapia comportamental ou em casos específicos, como eventos sociais importantes ou quando há impacto significativo na qualidade de vida da criança.
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