AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
Escolar de seis anos, sexo feminino, é levado à consulta ambulatorial de rotina. Durante a anamnese, os pais referem que sua filha não consegue controlar a urina à noite. Exame físico: normal, adequado desenvolvimento ponderoestatural. Além das orientações comportamentais, devemos solicitar:
Enurese noturna em criança com exame físico normal → iniciar investigação com exame simples de urina para excluir infecção ou outras causas orgânicas.
A enurese noturna primária é comum em escolares e, após orientações comportamentais, o primeiro passo é descartar causas orgânicas. Um exame simples de urina (EAS) e urocultura são essenciais para identificar infecções do trato urinário ou outras alterações renais que possam estar contribuindo para o quadro.
A enurese noturna primária é definida como a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com idade superior a 5 anos, sem histórico prévio de controle miccional noturno. É uma condição comum, afetando cerca de 15-20% das crianças aos 5 anos, com uma taxa de resolução espontânea de 15% ao ano. Sua importância clínica reside no impacto psicossocial significativo que pode causar na criança e na família. A fisiopatologia da enurese noturna é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, produção noturna excessiva de urina (deficiência de ADH), distúrbios do despertar e hiperatividade do detrusor. O diagnóstico é clínico, mas a exclusão de causas orgânicas é fundamental. Um exame físico normal e desenvolvimento ponderoestatural adequado são importantes, e a solicitação de um exame simples de urina (EAS) e urocultura é o primeiro passo para descartar infecções do trato urinário ou outras patologias renais que possam mimetizar ou agravar a enurese. O tratamento da enurese noturna inicia-se com orientações comportamentais, como restrição hídrica noturna, micções programadas e evitar irritantes vesicais. Se houver infecção urinária, esta deve ser tratada. Em casos refratários ou com impacto significativo, podem ser consideradas terapias farmacológicas (desmopressina) ou alarmes de enurese. O prognóstico é geralmente bom, com a maioria das crianças alcançando a continência com o tempo e o tratamento adequado.
Os primeiros passos incluem anamnese detalhada, exame físico completo e a solicitação de um exame simples de urina (EAS) e urocultura para descartar infecção do trato urinário ou outras patologias.
O exame simples de urina é crucial para identificar infecções do trato urinário, proteinúria, glicosúria ou outras alterações que possam indicar uma causa orgânica subjacente para a enurese, direcionando o tratamento adequado.
Investigações mais complexas como cintilografia renal ou urografia excretora são reservadas para casos refratários ao tratamento inicial, suspeita de malformações congênitas ou disfunções renais após a exclusão de causas mais comuns.
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