MedEvo Simulado — Prova 2026
Uma menina de 7 anos é trazida ao consultório de pediatria pelos pais devido a episódios frequentes de perda de urina durante a noite, ocorrendo cerca de cinco vezes por semana. A mãe relata que a criança nunca conseguiu permanecer seca por um período superior a dois meses desde o desmame das fraldas. Não há queixas de urgência miccional, polaciúria ou incontinência durante o dia, e o hábito intestinal é regular, com fezes de consistência macia diariamente. Ao exame físico, a paciente apresenta bom estado geral, crescimento e desenvolvimento adequados para a idade, abdome sem massas palpáveis, genitália externa sem anormalidades e reflexos sacrais preservados. Os pais demonstram ansiedade e solicitam a prescrição de uma medicação para resolver o problema rapidamente, pois a situação está gerando estresse familiar. Diante desse quadro clínico, a melhor conduta inicial é:
Enurese monossintomática ≥ 5 anos → Uroterapia (hábitos + reforço) é a conduta inicial padrão.
A enurese monossintomática é a perda involuntária de urina durante o sono em crianças ≥ 5 anos sem sintomas diurnos. A abordagem inicial deve ser conservadora, focando em mudanças comportamentais e uroterapia.
A enurese noturna é uma condição comum na infância, afetando cerca de 15% das crianças aos 5 anos de idade. A fisiopatologia é multifatorial, envolvendo poliúria noturna, hiperatividade detrusora noturna e, crucialmente, uma falha no mecanismo de despertar (arousal). O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em uma anamnese detalhada que exclua sintomas diurnos e um exame físico que descarte anomalias espinhais ou genitais. As diretrizes internacionais, como as da International Children's Continence Society (ICCS), enfatizam que o tratamento inicial deve focar na uroterapia padrão. Isso reduz o estresse familiar e empodera a criança no processo de cura. Intervenções farmacológicas ou o uso de alarmes são reservados para casos refratários ou quando há um impacto psicossocial significativo que justifique a aceleração do tratamento.
A enurese monossintomática é definida pela perda involuntária de urina exclusivamente durante o sono em crianças com 5 anos ou mais, na ausência de qualquer outro sintoma do trato urinário inferior, como urgência, polaciúria ou incontinência diurna. É classificada como primária se a criança nunca permaneceu seca por um período contínuo superior a seis meses.
Os pilares incluem a educação da família sobre a natureza involuntária do quadro, a regularização da ingestão hídrica (maior durante o dia e reduzida à noite), micções programadas, tratamento de constipação associada e o uso de diários miccionais com sistemas de recompensa (reforço positivo) para motivar a criança.
A desmopressina é geralmente considerada uma terapia de segunda linha ou para situações específicas onde se deseja um resultado rápido a curto prazo (como viagens ou acampamentos). Embora eficaz na redução imediata dos episódios, apresenta altas taxas de recidiva após a suspensão, ao contrário do alarme urinário ou da uroterapia.
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