ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um escolar de 6 anos, masculino, apresenta perda involuntária de urina durante o sono. Os episódios correm mais de duas vezes na semana, não havendo relato de períodos sem essa perda. Não há nada digno de nota na anamnese e o exame físico é normal. A criança deve ser:
Enurese monossintomática em criança de 6 anos sem sinais de alerta → Conduta expectante.
A enurese noturna é considerada fisiológica até os 5-6 anos; na ausência de sintomas diurnos ou alterações físicas, a investigação inicial é desnecessária.
A enurese noturna monossintomática é frequentemente causada por um descompasso entre a produção noturna de urina, a capacidade vesical e a capacidade de despertar. Em crianças de 6 anos com exame físico e anamnese normais, a prevalência é alta e a taxa de resolução espontânea é de cerca de 15% ao ano. A conduta inicial foca em orientações comportamentais (restrição hídrica noturna, micção antes de dormir) e desmistificação para a família, evitando punições. Exames laboratoriais ou de imagem são reservados para casos não monossintomáticos ou refratários ao tratamento inicial após os 7 anos.
É a perda involuntária de urina exclusivamente durante o sono em crianças com idade ≥ 5 anos, sem qualquer outro sintoma do trato urinário inferior (como urgência, polaciúria ou incontinência diurna) e com exame físico normal.
Embora o controle noturno seja esperado por volta dos 5 anos, muitos especialistas aguardam até os 6 ou 7 anos para iniciar intervenções se não houver sofrimento psíquico ou sintomas associados, devido à maturação tardia em algumas crianças.
Sinais que exigem investigação incluem sintomas urinários diurnos, constipação intestinal grave, história de infecções urinárias de repetição, alterações na coluna lombossacra ou sede excessiva (sugerindo diabetes).
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