HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2021
A enurese é um dos problemas mais frequentes da infância. A frequência de enurese é grande e variável se considerar qualquer episódio, de acordo com a idade. Em relação a enurese, analise as afirmativas abaixo. I. A enurese é a perda involuntária intermitente de urina durante o sono em crianças com 5 anos ou mais pelo menos 2 vezes por semana na ausência de alterações adquiridas ou congênitas de sistema nervoso central. II. A enurese não está relacionada a herança genética. Se os pais foram enuréticos, o risco dessa criança apresentar enurese não é considerável. III. Durante a consulta médica, os sintomas miccionais devem ser questionados e explorados. No entanto, medidas como os hábitos intestinais, padrão de sono e distúrbios comportamentais, não irão interferir no quadro clínico e no tratamento. IV. Em relação a farmacoterapia, temos 3 opções, a desmopressina, imipramina e oxibutinina, todas com eficácia semelhante. Quais estão CORRETAS?
Enurese noturna: perda urinária > 5 anos, ≥ 2x/semana, sem causa orgânica. Forte componente genético.
A enurese noturna é um distúrbio comum na infância, com critérios diagnósticos bem definidos. É crucial entender que possui um forte componente genético e que fatores como hábitos intestinais e distúrbios do sono são relevantes para a avaliação e tratamento. A farmacoterapia de primeira linha é a desmopressina, com imipramina como segunda linha, e oxibutinina para casos específicos de bexiga hiperativa.
A enurese noturna é um dos problemas mais prevalentes na infância, afetando a qualidade de vida de crianças e famílias. Sua prevalência diminui com a idade, mas ainda é significativa em crianças em idade escolar. É fundamental que os profissionais de saúde compreendam seus critérios diagnósticos e os fatores associados para um manejo adequado. A definição de enurese noturna envolve a perda involuntária de urina durante o sono em crianças com idade igual ou superior a 5 anos, com frequência mínima de duas vezes por semana, e sem uma causa orgânica subjacente. É crucial reconhecer o forte componente genético da condição, que influencia significativamente o risco de desenvolvimento. Além disso, a avaliação clínica deve ir além dos sintomas miccionais, investigando hábitos intestinais (constipação pode agravar), padrão de sono (apneia do sono pode ser um fator) e possíveis distúrbios comportamentais, pois todos podem impactar o quadro e a resposta ao tratamento. O tratamento da enurese noturna é multifacetado, começando com medidas comportamentais e alarmes de enurese. Quando a farmacoterapia é indicada, a desmopressina é a medicação de primeira linha, atuando como um análogo do hormônio antidiurético para reduzir a produção de urina noturna. A imipramina, um antidepressivo tricíclico, é uma opção de segunda linha, mas com mais efeitos colaterais. A oxibutinina, um anticolinérgico, é reservada para casos com disfunção vesical associada, como bexiga hiperativa. É importante ressaltar que a eficácia e o perfil de segurança variam entre essas opções, e a escolha deve ser individualizada.
A enurese noturna é definida como a perda involuntária e intermitente de urina durante o sono em crianças com 5 anos de idade ou mais, ocorrendo pelo menos duas vezes por semana, na ausência de alterações adquiridas ou congênitas do sistema nervoso central ou outras condições médicas.
Sim, a enurese noturna tem um forte componente genético. Se um dos pais foi enurético, o risco da criança apresentar enurese é de aproximadamente 40%. Se ambos os pais foram enuréticos, o risco pode chegar a 70%, indicando uma predisposição familiar significativa.
As principais opções farmacológicas incluem a desmopressina, que é a primeira linha e atua reduzindo a produção noturna de urina, e a imipramina, um antidepressivo tricíclico de segunda linha. A oxibutinina é utilizada principalmente em casos de bexiga hiperativa associada, muitas vezes em combinação com desmopressina.
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