Técnica de Wies para Tratamento de Entrópio Cicatricial

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022

Enunciado

A técnica de fratura tarsal com rotação marginal é mais indicada para tratamento de qual tipo de entrópio palpebral, dentre as abaixo?

Alternativas

  1. A) Involucional (senil).
  2. B) Espástico.
  3. C) Congênito
  4. D) Cicatricial.

Pérola Clínica

Entrópio cicatricial → Técnica de Wies (fratura tarsal + rotação marginal).

Resumo-Chave

O entrópio cicatricial exige a eversão da margem palpebral através de uma incisão transmural (fratura tarsal), sendo a técnica de Wies a mais indicada para corrigir o posicionamento dos cílios.

Contexto Educacional

O entrópio cicatricial é uma condição desafiadora na oculoplástica, pois a fibrose conjuntival contínua pode levar à recidiva. A técnica de Wies atua criando uma 'dobra' mecânica que everte os cílios, afastando-os da córnea e aliviando o dano epitelial e o risco de úlceras. Durante o procedimento, a preservação da vascularização da margem palpebral é crítica. A técnica de fratura tarsal (ou procedimento de Ballen) é uma variante que foca na incisão parcial do tarso pela via conjuntival. O sucesso depende da correção adequada da causa base da inflamação e da execução técnica precisa das suturas de rotação para garantir um posicionamento estável da margem.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a técnica de Wies?

A técnica de Wies, também conhecida como fratura tarsal com rotação marginal, consiste em uma incisão horizontal transmural (atravessando pele, músculo orbicular, tarso e conjuntiva) cerca de 3 a 4 mm abaixo da margem palpebral. Suturas de rotação são passadas da conjuntiva/tarso inferior para a pele acima da incisão, forçando a margem palpebral a rodar para fora (eversão). É uma técnica poderosa para corrigir o entrópio onde a lamela posterior está encurtada.

Quando indicar a rotação marginal no entrópio?

A rotação marginal é indicada especificamente para o entrópio cicatricial, onde há um encurtamento da lamela posterior (conjuntiva e tarso) que puxa a margem palpebral em direção ao globo. Causas comuns incluem tracoma, penfigoide cicatricial ocular, síndrome de Stevens-Johnson e queimaduras químicas. Também pode ser usada em casos selecionados de entrópio involucional onde a rotação da margem é o componente principal do defeito.

Qual a diferença entre entrópio involucional e cicatricial?

O entrópio involucional (senil) é causado por frouxidão horizontal da pálpebra, desinserção dos retratores da pálpebra inferior e cavalgamento do músculo orbicular pré-septal sobre o pré-tarsal. Já o entrópio cicatricial decorre de processos inflamatórios que causam fibrose e encurtamento da conjuntiva tarsal, 'puxando' a margem para dentro. O tratamento do involucional foca em tensionar e reinserir tecidos, enquanto o cicatricial foca em alongar ou rotacionar a lamela posterior.

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