INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Uma mulher com 63 anos de idade, professora da educação infantil, procura atendimento para realização de um check-up. Ela não tem nenhuma queixa e diz estar se sentindo bem. Apresenta hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia controladas. É tabagista, com consumo de 20 cigarros por dia há 30 anos, e é sedentária. Seu peso é 80 Kg e tem 1,60 metros de altura. Ao ser questionada sobre sua percepção em relação aos fatores de risco cardiovasculares e propensão à mudança comportamental, a paciente diz que, eventualmente, considera alterar seu estilo de vida, apesar de sentir dificuldades. Nesse caso, a melhor abordagem utilizando entrevista motivacional é com foco
Entrevista motivacional: paciente ambivalente sobre mudança → focar em discrepâncias entre comportamento atual e objetivos.
A entrevista motivacional foca em explorar e resolver a ambivalência do paciente em relação à mudança. Ao invés de confrontar ou pressionar, o profissional deve ajudar o paciente a identificar as discrepâncias entre seus valores e objetivos de vida e seu comportamento atual, fortalecendo sua motivação intrínseca para a mudança.
A entrevista motivacional é uma abordagem centrada no paciente, diretiva, que visa elicitar e fortalecer a motivação intrínseca para a mudança de comportamento. É particularmente eficaz quando o paciente apresenta ambivalência, ou seja, sentimentos conflitantes sobre mudar ou manter um comportamento. Nesse contexto, a paciente demonstra ambivalência ao considerar a mudança, mas sentir dificuldades. A melhor abordagem é focar nessa ambivalência, ajudando-a a explorar as discrepâncias entre seu comportamento atual (tabagismo, sedentarismo) e seus objetivos de saúde mais amplos. Isso permite que a própria paciente descubra suas razões para mudar, fortalecendo sua autoeficácia. A entrevista motivacional evita confrontos, pressões ou meras explicações dos malefícios, pois essas estratégias podem aumentar a resistência. Em vez disso, o profissional deve usar técnicas como escuta reflexiva, perguntas abertas e sumarização para guiar o paciente no processo de tomada de decisão, respeitando sua autonomia e ritmo.
Os princípios incluem expressar empatia, desenvolver discrepância, evitar argumentação, rolar com a resistência e apoiar a autoeficácia do paciente.
A paciente parece estar no estágio de contemplação, pois considera alterar seu estilo de vida, mas ainda sente dificuldades e ambivalência.
'Rolar com a resistência' significa não confrontar diretamente a resistência do paciente, mas sim reconhecê-la, validá-la e redirecionar a conversa, explorando as perspectivas do paciente sem impor a própria visão.
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