PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
A entrevista motivacional e o modelo transteórico de DiClemente e Prochaska são ferramentas essenciais para abordagem a usuários de drogas lícitas e ilícitas. Neste contexto, são abordagens necessárias do médico frente a um paciente pré-contemplativo
Paciente pré-contemplativo: foco em perguntas abertas, escuta reflexiva e evitar confrontação para aumentar percepção do problema.
No estágio de pré-contemplação, o paciente não reconhece o problema ou não tem intenção de mudar. A abordagem do médico deve ser de acolhimento, utilizando perguntas abertas e escuta reflexiva para explorar as percepções do paciente, sem confrontação, visando aumentar a consciência sobre as consequências do comportamento.
A entrevista motivacional (EM) e o modelo transteórico de Prochaska e DiClemente são ferramentas fundamentais na abordagem de pacientes com comportamentos de risco, como o uso de substâncias. A EM é uma abordagem centrada no paciente, diretiva, que visa eliciar e fortalecer a motivação para a mudança, explorando a ambivalência. O modelo transteórico descreve os estágios pelos quais os indivíduos passam ao tentar mudar um comportamento: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação, manutenção e recaída. A compreensão desses estágios é crucial para adaptar a intervenção médica, tornando-a mais eficaz e menos confrontadora. No estágio de pré-contemplação, o paciente não percebe seu comportamento como um problema e, portanto, não tem intenção de mudá-lo. As abordagens necessárias do médico neste estágio incluem a construção de um relacionamento de confiança, a utilização de perguntas abertas para explorar as perspectivas do paciente, a escuta reflexiva para validar seus sentimentos e a realização de uma abordagem breve e informativa, sem pressionar. O foco é aumentar a consciência do paciente sobre as consequências do seu comportamento, sem julgamento, e explorar possíveis preocupações ou desvantagens do comportamento atual. Evitar a confrontação direta e o excesso de informações é vital para não gerar resistência. O objetivo principal da intervenção no estágio pré-contemplativo não é a mudança imediata, mas sim mover o paciente para o estágio de contemplação, onde ele começa a considerar a possibilidade de mudança. O médico atua como um facilitador, ajudando o paciente a reconhecer a discrepância entre seus valores e seu comportamento atual. A autoeficácia do paciente deve ser estimulada, e o médico deve oferecer apoio e recursos, mesmo que o paciente não esteja pronto para agir. A paciência e a persistência são essenciais, pois o processo de mudança é gradual e pode envolver idas e vindas entre os estágios.
Um paciente no estágio pré-contemplativo não reconhece ter um problema ou não tem intenção de mudar seu comportamento nos próximos seis meses. Ele pode estar desinformado, desmoralizado ou ter tentado mudar sem sucesso anteriormente.
Para um paciente pré-contemplativo, o médico deve focar em fazer perguntas abertas, praticar a escuta reflexiva e realizar uma abordagem breve. É crucial evitar a resistência, o excesso de informações e a confrontação excessiva, buscando construir rapport e aumentar a percepção do problema pelo paciente.
A confrontação é contraindicada no estágio pré-contemplativo porque tende a gerar resistência e defensividade no paciente, reforçando sua negação e dificultando o engajamento no processo de mudança. O objetivo é explorar e não impor, permitindo que o paciente descubra suas próprias razões para mudar.
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