Entrelaçamento Fetal: Riscos na Gravidez Gemelar

HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026

Enunciado

O entrelaçamento fetal é mais comum quando os fetos se encontram na seguinte combinação de apresentação:

Alternativas

  1. A) Primeiro pélvico e segundo pélvico.
  2. B) Primeiro cefálico e segundo pélvico.
  3. C) Primeiro cefálico e segundo cefálico.
  4. D) Primeiro pélvico e segundo cefálico.
  5. E) Primeiro córmico e segundo córmico.

Pérola Clínica

Entrelaçamento fetal → 1º feto pélvico + 2º feto cefálico (colisão de mentos).

Resumo-Chave

O entrelaçamento ocorre quando o primeiro feto em pélvica e o segundo em cefálica engancham os queixos no estreito superior da bacia, impedindo o parto vaginal.

Contexto Educacional

O entrelaçamento fetal é uma das complicações mais temidas na obstetrícia gemelar. Embora a gemelaridade monoamniótica seja o cenário de maior risco para o entrelaçamento de cordões, o entrelaçamento de corpos/mentos depende estritamente da relação entre as apresentações fetais. A incidência é baixa, mas a mortalidade perinatal é elevada se não houver reconhecimento imediato. Fisiopatologicamente, o primeiro feto (pélvico) progride até o desprendimento do tronco, mas a cabeça derradeira encontra a cabeça do segundo feto (cefálico) que já iniciou sua descida. O diagnóstico clínico é feito pela parada da progressão do parto após a saída do tronco do primeiro feto. O manejo preventivo envolve a indicação de cesariana eletiva em gestações gemelares onde o primeiro feto não está em apresentação cefálica.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza o entrelaçamento fetal?

O entrelaçamento fetal, ou colisão de mentos, é uma complicação rara mas grave do parto gemelar. Ocorre especificamente quando o primeiro feto está em apresentação pélvica e o segundo em apresentação cefálica. Durante o trabalho de parto, o queixo do primeiro feto se prende ao queixo do segundo no nível do estreito superior da pelve materna, impedindo a descida e o desprendimento de ambos, o que geralmente exige intervenção cirúrgica imediata.

Qual a conduta diante da suspeita de entrelaçamento?

A conduta padrão é a realização de cesariana de emergência. Tentar o desprendimento manual (manobra de Zavanelli ou similares) é extremamente arriscado e raramente bem-sucedido, podendo causar lesões graves ou óbito fetal. A identificação prévia das apresentações via ultrassonografia no final da gestação é fundamental para o planejamento da via de parto, priorizando a cesariana se a combinação pélvico-cefálica for detectada.

Por que a combinação pélvico-cefálica é a mais perigosa?

Diferente de outras combinações, como cefálico-cefálico (onde as cabeças podem se acomodar) ou pélvico-pélvico (onde os polos pélvicos são mais compressíveis), a combinação pélvico-cefálica permite que o corpo do primeiro feto desça, mas sua cabeça encontre a cabeça do segundo feto já encaixada. O encaixe mútuo dos queixos cria um bloqueio mecânico rígido que não pode ser resolvido por manobras de rotação simples.

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