Manejo da Assistolia na Parada Cardiorrespiratória Pediátrica

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente 4 anos, sexo masculino, dá entrada no departamento de emergência pediátrica do Hospital levado pelos pais após ter sido encontrado em submersão na piscina de casa. Os pais entram com a criança no colo e após ao ser colocado no leito nasala vermelha, você nota: criança extremamente cianótica, não responsiva e sem movimentos respiratórios. Imediatamente, a equipe de emergencistas inicia a ressuscitação cardiopulmonar com manobras de compressão e ventilação (15:2); a enfermeira traz o carrinho de parada, checa-se o ritmo nas pás com o seguinte traçado: Qual a conduta para este caso?

Alternativas

  1. A) Aplicar imediatamente desfibração com carga 2J/kg, seguida de dose retorno imediato às compressões e ventilações por 2 minutos.
  2. B) Checar cabos, alterar ganhos e derivações e na persistência do mesmo traçado diagnosticar como assistolia, seguindo o fluxograma de ritmo não chocável.
  3. C) Aplicar imediatamente cardioversão elétrica sincronizada com carga 2J/kg, seguida de dose retorno imediato às compressões e ventilações por 2 minutos.
  4. D) Checar cabos, alterar ganhos e derivações e na persistência do mesmo traçado diagnosticar como assistolia, seguindo o fluxograma de ritmo chocável.

Pérola Clínica

Linha reta no monitor → Checar cabos, ganho e derivação antes de confirmar assistolia.

Resumo-Chave

Diante de um traçado de assistolia, é obrigatório realizar o protocolo de checagem técnica (cabos, ganho e derivação) para excluir erros de leitura antes de prosseguir no algoritmo de ritmo não chocável.

Contexto Educacional

Na ressuscitação cardiopulmonar pediátrica, a identificação correta do ritmo é crucial. A assistolia é um ritmo não chocável caracterizado pela ausência de atividade elétrica. O protocolo PALS enfatiza que, antes de declarar assistolia, deve-se garantir que não há falha técnica, pois uma fibrilação ventricular fina pode mimetizar uma linha reta se o ganho do monitor estiver baixo ou os cabos mal conectados. O tratamento foca em RCP de alta qualidade e adrenalina precoce.

Perguntas Frequentes

O que deve ser feito ao identificar assistolia no monitor?

Deve-se aplicar o protocolo da 'cagada': checar Cabos, aumentar o Ganho e trocar a Derivação. Se a linha reta persistir, confirma-se assistolia e segue-se o ritmo não chocável.

Qual a conduta imediata após confirmar ritmo não chocável?

Reiniciar imediatamente as compressões torácicas e ventilações (15:2 em pediatria com 2 socorristas) por 2 minutos e administrar Epinefrina o mais rápido possível.

Por que a submersão geralmente causa ritmos não chocáveis?

A parada cardíaca por submersão é primariamente respiratória (hipóxia), o que leva mais frequentemente à assistolia ou atividade elétrica sem pulso (AESP) do que a arritmias chocáveis.

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