INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015
Uma paciente de 19 anos estava jogando handebol em uma competição da faculdade, quando, ao saltar para arremesso da bola, desequilibrou-se e “pisou em falso”. Queixa-se de muita dor no local. Ao exame físico local, nota-se edema (+2/4+), discreto hematoma e dor à palpação do maléolo lateral. Não consegue apoiar o pé no chão devido à dor. As duas imagens abaixo mostram duas incidências de radiografia simples do tornozelo da paciente: Considera-se a conduta mais apropriada para essa paciente o(a):
Trauma de tornozelo com dor e edema → Gelo + AINE + Imobilização analgésica (tala).
A conduta inicial para entorses ou suspeitas de fraturas estáveis envolve o protocolo RICE (repouso, gelo, compressão, elevação) e imobilização temporária para controle da dor.
O trauma de tornozelo é uma das causas mais comuns de atendimento em emergências ortopédicas. A maioria das lesões são entorses ligamentares (principalmente do ligamento talofibular anterior por inversão). O manejo inicial visa controlar a dor e o edema. O uso de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) por curto período auxilia na redução da cascata inflamatória. A imobilização analgésica por cerca de uma semana é uma prática padrão para permitir a resolução do edema inicial antes de uma reavaliação clínica mais precisa ou início de reabilitação funcional, que é superior à imobilização prolongada para entorses.
Utilizam-se os Critérios de Ottawa: radiografia é necessária se houver dor na zona do maléolo E (dor à palpação nos 6cm distais do bordo posterior do maléolo lateral ou medial OU incapacidade de suportar o peso por 4 passos imediatamente após o trauma e no pronto-atendimento).
A imobilização temporária (tala gessada ou órtese) reduz o processo inflamatório agudo, protege os ligamentos lesionados de novos estresses e proporciona analgesia significativa ao limitar o movimento da articulação inflamada, facilitando a transição para a fisioterapia.
Clinicamente pode ser difícil, mas fraturas costumam apresentar dor óssea localizada intensa, crepitação e incapacidade total de carga. Entorses apresentam dor mais ligamentar e edema difuso. A confirmação definitiva é radiológica, mas o manejo inicial de proteção é semelhante para ambos no cenário agudo.
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