Enterorragia: Diagnóstico e Abordagem em Pacientes Estáveis

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2024

Enunciado

O primeiro exame a ser solicitado em um paciente estável com enterorragia é o(a)

Alternativas

  1. A) enterocolonoscopia, pois, apesar de invasivo, consegue avaliar todo o trato gastrointestinal.
  2. B) colonoscopia com preparo intestinal somente retrógrado, uma vez que a enterorragia é decorrente de sangramento no cólon e o sangue já é um catártico natural.
  3. C) tomografia de abdome e pelve, pois consegue avaliar toda a cavidade abdominal e não é um exame invasivo.
  4. D) angiotomografia, pois consegue determinar o local exato do sangramento.
  5. E) EDA, pois o sangramento digestivo alto pode se manifestar por enterorragia.

Pérola Clínica

Enterorragia em paciente estável → EDA primeiro, pois sangramento alto pode mimetizar baixo.

Resumo-Chave

Em um paciente estável com enterorragia, a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o primeiro exame a ser solicitado. Isso se deve ao fato de que sangramentos digestivos altos volumosos e rápidos podem se manifestar como enterorragia (sangue vivo pelo ânus), e a EDA é crucial para descartar essa origem antes de investigar o trato gastrointestinal inferior.

Contexto Educacional

A enterorragia, definida como a eliminação de sangue vivo pelo ânus, é um sintoma alarmante que pode indicar sangramento em qualquer parte do trato gastrointestinal, embora classicamente associada ao sangramento digestivo baixo. A abordagem diagnóstica em pacientes estáveis é crucial para identificar a origem e instituir o tratamento adequado, sendo um tema frequente em provas de residência e na prática clínica. Contrariamente à crença popular, nem toda enterorragia tem origem no trato gastrointestinal inferior. Sangramentos digestivos altos, especialmente aqueles de grande volume e com trânsito intestinal acelerado, podem se manifestar como enterorragia. Por essa razão, a Endoscopia Digestiva Alta (EDA) é o exame inicial de escolha em pacientes estáveis, pois permite visualizar o esôfago, estômago e duodeno, descartando causas comuns de sangramento alto como úlceras pépticas ou varizes esofágicas. Se a EDA for negativa, a investigação prossegue para o trato gastrointestinal inferior, geralmente com colonoscopia. Em casos de sangramento ativo e de difícil localização, exames como angiotomografia ou cintilografia com hemácias marcadas podem ser empregados para identificar o sítio do sangramento. O manejo subsequente dependerá da causa identificada, podendo variar de tratamento endoscópico a intervenções cirúrgicas.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre enterorragia e melena?

Enterorragia refere-se à eliminação de sangue vivo ou vermelho-claro pelo ânus, indicando geralmente um sangramento digestivo baixo ou um sangramento alto volumoso e de trânsito rápido. Melena é a eliminação de fezes escuras, brilhantes e com odor fétido, resultado da digestão do sangue, indicando tipicamente um sangramento digestivo alto.

Por que a EDA é o primeiro exame em enterorragia, mesmo suspeitando de sangramento baixo?

A EDA é o primeiro exame porque aproximadamente 10-15% dos sangramentos digestivos altos podem se manifestar como enterorragia, especialmente se o sangramento for volumoso e o trânsito intestinal rápido. É fundamental descartar essa origem antes de prosseguir com a investigação do trato gastrointestinal inferior.

Quando a colonoscopia ou angiotomografia seriam indicadas na investigação de enterorragia?

A colonoscopia é indicada após a exclusão de sangramento alto por EDA, para investigar causas no cólon. A angiotomografia é útil em casos de sangramento ativo e volumoso, quando a endoscopia não identifica a fonte, pois pode localizar o ponto exato do sangramento e guiar intervenções.

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