Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2020
Qual das afecções abaixo é considerada a emergência gastrointestinal mais comum do período neonatal?
Enterocolite necrotizante (NEC) = Emergência gastrointestinal mais comum e grave do RN, especialmente prematuros.
A enterocolite necrotizante (NEC) é a emergência gastrointestinal mais comum e devastadora do período neonatal, especialmente em prematuros. Caracteriza-se por necrose isquêmica do intestino, com sinais como distensão abdominal, intolerância alimentar, sangramento nas fezes e instabilidade sistêmica.
A enterocolite necrotizante (NEC) é a emergência gastrointestinal mais comum e grave do período neonatal, especialmente em recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso. Caracteriza-se por necrose isquêmica do intestino, que pode variar de inflamação leve a perfuração intestinal e sepse. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascer, sendo uma das principais causas de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva neonatal. A fisiopatologia da NEC é multifatorial, envolvendo imaturidade intestinal, disbiose da microbiota, isquemia e inflamação. Os sinais clínicos incluem distensão abdominal, intolerância alimentar, resíduo gástrico bilioso ou hemorrágico, sangramento nas fezes, letargia, apneia e instabilidade hemodinâmica. O diagnóstico é confirmado pela radiografia abdominal, que pode revelar pneumatose intestinal (o sinal patognomônico), gás na veia porta e, em casos de perfuração, pneumoperitônio. O tratamento da NEC varia de medidas clínicas de suporte (suspensão da dieta enteral, descompressão gástrica, antibióticos de amplo espectro) a intervenção cirúrgica em casos de perfuração intestinal ou deterioração clínica. A prevenção é crucial e inclui o uso de leite materno, alimentação enteral trófica e lenta, e, em alguns casos, probióticos. O prognóstico é variável, com risco de complicações como estenoses intestinais e síndrome do intestino curto.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, alimentação enteral precoce ou rápida, asfixia perinatal e cardiopatias congênitas.
Os sinais incluem distensão abdominal, intolerância alimentar, resíduo gástrico bilioso, sangramento nas fezes, letargia, bradicardia, apneia e instabilidade térmica.
O diagnóstico é clínico e radiológico. A radiografia abdominal pode mostrar pneumatose intestinal (gás na parede do intestino), gás na veia porta e, em casos avançados, pneumoperitônio (perfuração).
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