UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Todos, EXCETO, um estão associados enterocolite necrotizante:
ECN: Acidose metabólica, distensão abdominal, vômitos, eritema parede abdominal. Alcalose metabólica NÃO é associada.
A enterocolite necrotizante (ECN) é uma emergência gastrointestinal neonatal grave, caracterizada por inflamação e necrose intestinal. Seus sinais clínicos incluem distensão abdominal, vômitos, eritema da parede abdominal e, metabolicamente, frequentemente cursa com acidose metabólica devido à isquemia e sepse.
A enterocolite necrotizante (ECN) é uma das emergências gastrointestinais mais devastadoras em neonatos, especialmente em prematuros. Caracteriza-se por necrose isquêmica do intestino, com inflamação e potencial perfuração, levando a alta morbidade e mortalidade. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é vital para o manejo e prognóstico. A fisiopatologia da ECN é multifatorial, envolvendo imaturidade intestinal, disbiose bacteriana e isquemia-reperfusão. Clinicamente, a ECN manifesta-se com sinais sistêmicos de sepse (letargia, apneia, bradicardia, instabilidade térmica) e sinais gastrointestinais (distensão abdominal, vômitos, resíduo gástrico, sangue nas fezes). O eritema da parede abdominal é um sinal de doença avançada. Metabolicamente, a ECN frequentemente cursa com acidose metabólica, devido à isquemia tecidual e à produção de lactato, além da sepse. A alcalose metabólica não é um achado típico da ECN e sua presença sugere outras condições ou complicações. O tratamento envolve suspensão da alimentação enteral, descompressão gástrica, antibióticos de amplo espectro e, em casos de perfuração ou necrose extensa, intervenção cirúrgica.
Os sinais clínicos mais comuns da enterocolite necrotizante incluem distensão abdominal, vômitos biliosos ou sanguinolentos, resíduo gástrico aumentado, letargia, apneia, bradicardia e, em casos avançados, eritema ou descoloração da parede abdominal.
A acidose metabólica na ECN ocorre devido à isquemia intestinal, que leva à produção de ácido lático, e à sepse. A necrose tecidual e a disfunção orgânica contribuem para o desequilíbrio ácido-base.
Os principais fatores de risco para ECN são prematuridade, baixo peso ao nascer, alimentação enteral precoce ou rápida, asfixia perinatal, cardiopatias congênitas e infecções. A imaturidade intestinal é um fator predisponente chave.
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