HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2022
Sobre a entrocolite necrosante (ECN) no recém-nascido podemos AFIRMAR que:
ECN em RN < 28 semanas: maior incidência após 2ª semana de vida; prematuridade extrema é fator de risco.
A enterocolite necrosante (ECN) é uma emergência gastrointestinal grave em neonatos, especialmente prematuros. Em recém-nascidos de muito baixo peso (<28 semanas), a ECN tende a se manifestar mais tardiamente, após a segunda semana de vida, devido à imaturidade intestinal e à exposição prolongada a fatores de risco pós-natais.
A enterocolite necrosante (ECN) é uma das emergências gastrointestinais mais graves e comuns em recém-nascidos, especialmente em prematuros. Caracteriza-se por necrose isquêmica do intestino, com inflamação e, em casos graves, perfuração. A prematuridade extrema é o principal fator de risco, mas a ECN pode afetar neonatos a termo, embora com menor frequência. A fisiopatologia da ECN é multifatorial, envolvendo imaturidade intestinal, disbiose da microbiota, isquemia e inflamação. A alimentação enteral precoce e rápida em prematuros, o uso de fórmulas infantis e a presença de cateteres umbilicais são fatores que contribuem. O diagnóstico é baseado em achados clínicos (distensão abdominal, intolerância alimentar, instabilidade térmica) e radiológicos (pneumatose intestinal, gás na veia porta). A prevenção é crucial e inclui o uso de leite humano, início gradual da dieta enteral e probióticos em populações de alto risco. O tratamento envolve suspensão da dieta, descompressão gástrica, antibióticos de amplo espectro e, em casos de perfuração ou deterioração clínica, intervenção cirúrgica. A ECN apresenta alta morbimortalidade, com complicações como estenoses intestinais e síndrome do intestino curto.
Os principais fatores de risco incluem prematuridade extrema, baixo peso ao nascer, asfixia perinatal, uso de fórmulas infantis, alimentação enteral rápida e cateteres umbilicais. A imaturidade intestinal e a disbiose também contribuem.
O leite humano contém fatores imunológicos, anti-inflamatórios e tróficos que promovem a maturação intestinal, fortalecem a barreira da mucosa e modulam a microbiota, reduzindo significativamente o risco de ECN em prematuros.
Os sinais clínicos incluem distensão abdominal, intolerância alimentar (resíduos gástricos, vômitos), instabilidade térmica, letargia, apneia, bradicardia e, em casos graves, sangramento retal e choque. A radiografia abdominal pode mostrar pneumatose intestinal.
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