SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
Quanto à enterocolite necrosante na cirurgia pediátrica, assinale a alternativa correta.
ECN = emergência cirúrgica GI neonatal mais comum; principal fator de risco é prematuridade.
A enterocolite necrosante (ECN) é a emergência gastrointestinal cirúrgica mais frequente em neonatos, especialmente prematuros. Embora a infecção seja um fator contribuinte, a prematuridade e a imaturidade intestinal são os principais fatores de risco.
A enterocolite necrosante (ECN) é uma das emergências gastrointestinais mais devastadoras que afetam recém-nascidos, especialmente prematuros. Caracterizada por necrose isquêmica do intestino, sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascer. Compreender a ECN é crucial para residentes de pediatria e cirurgia pediátrica devido à sua alta morbimortalidade. A fisiopatologia da ECN é multifatorial, envolvendo imaturidade intestinal, disbiose bacteriana e isquemia. O diagnóstico é clínico e radiológico, com sinais como distensão abdominal, intolerância alimentar, sangramento retal e pneumatose intestinal na radiografia. A suspeita deve ser alta em neonatos de risco com deterioração clínica. O tratamento varia de suporte clínico intensivo (jejum, antibióticos, descompressão gástrica) a intervenção cirúrgica em casos de perfuração ou necrose extensa. A ECN é a segunda causa mais comum de síndrome do intestino curto em crianças, ressaltando a importância do manejo precoce e adequado para minimizar sequelas a longo prazo.
Os principais fatores de risco são prematuridade, baixo peso ao nascer, asfixia perinatal e alimentação enteral precoce ou rápida. A imaturidade do trato gastrointestinal é central para a patogênese.
A enterocolite necrosante é a emergência cirúrgica gastrointestinal mais comum no período neonatal e uma das principais causas de morbidade e mortalidade. É também a segunda causa mais comum de síndrome do intestino curto em crianças.
Não, o tratamento da ECN pode ser clínico na maioria dos casos iniciais, com jejum, descompressão gástrica, antibióticos e suporte. A cirurgia é reservada para casos de perfuração intestinal, necrose extensa ou falha do tratamento clínico.
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