UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Prematuro, 32 semanas, com peso de 1,2kg, Apgar 4 e 6, foi alimentado com leite materno a partir de 48hs de vida. Aos sete dias de vida apresentou distensão abdominal, evacuação com sangue e vômitos biliosos. Foi mantido em jejum e com sonda nasogástrica.A CONDUTA INDICADA, A SEGUIR, É:
Prematuro + distensão abdominal + vômitos biliosos + sangue fezes → suspeitar Enterocolite Necrosante (NEC).
A apresentação clínica de um prematuro com distensão abdominal, vômitos biliosos e sangramento retal é altamente sugestiva de enterocolite necrosante. Após a estabilização inicial com jejum e sonda nasogástrica, a próxima etapa crucial é a realização de exames de imagem para confirmar o diagnóstico e estadiar a doença.
A Enterocolite Necrosante (NEC) é uma emergência gastrointestinal grave que afeta principalmente recém-nascidos prematuros, sendo a principal causa de morbimortalidade em unidades de terapia intensiva neonatal. Sua incidência é inversamente proporcional à idade gestacional e ao peso ao nascer, com fatores de risco incluindo prematuridade, baixo peso, asfixia perinatal e alimentação enteral precoce ou rápida. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é crucial para um desfecho favorável. A fisiopatologia da NEC envolve uma interação complexa entre imaturidade intestinal, disbiose microbiana, isquemia-reperfusão e inflamação. Clinicamente, manifesta-se com distensão abdominal, vômitos biliosos, resíduos gástricos aumentados, intolerância alimentar, letargia, instabilidade térmica, apneia, bradicardia e sangramento retal. A suspeita deve ser alta em qualquer prematuro com esses sintomas, e a investigação diagnóstica inclui exames laboratoriais (hemograma, PCR, gasometria) e, fundamentalmente, a radiografia abdominal. O tratamento da NEC varia de conservador a cirúrgico, dependendo do estadiamento. A conduta inicial para casos suspeitos ou confirmados inclui jejum enteral, descompressão gástrica com sonda nasogástrica, antibioticoterapia de amplo espectro (geralmente por 7-14 dias), suporte hemodinâmico e monitorização rigorosa. A radiografia abdominal seriada é essencial para acompanhar a progressão da doença e identificar sinais de perfuração intestinal, que indicaria intervenção cirúrgica.
Os principais sinais incluem distensão abdominal, vômitos biliosos, resíduos gástricos aumentados, letargia, instabilidade térmica, apneia, bradicardia e presença de sangue nas fezes.
A conduta inicial envolve suspensão da alimentação enteral (jejum), descompressão gástrica com sonda nasogástrica, antibioticoterapia de amplo espectro e estabilização hemodinâmica.
A radiografia abdominal pode revelar achados como pneumatose intestinal (gás na parede intestinal), gás na veia porta e pneumoperitônio (sinal de perfuração), sendo essencial para o estadiamento da doença.
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