SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Escolar, com 7 anos de idade, do sexo feminino, previamente hígida, apresenta, em consulta de rotina, quadro de corrimento vaginal há um mês. Sua mãe refere que a criança acorda muitas vezes durante a noite com prurido em região anal. Seu desenvolvimento pondero-estatural é adequado. O quadro clínico apresentado nessa situação hipotética é sugestivo do parasita denominado
Criança com prurido anal noturno + corrimento vaginal → Oxiuríase (Enterobius vermiculares).
O Enterobius vermiculares (oxiúro) é um parasita comum em crianças, causando prurido anal noturno devido à migração das fêmeas para depositar ovos na região perianal. Em meninas, a migração para a região vaginal pode levar a vulvovaginite e corrimento.
A enterobíase, causada pelo parasita *Enterobius vermiculares*, é a parasitose intestinal mais comum em crianças em idade escolar, com alta prevalência em ambientes de aglomeração. A transmissão ocorre pela ingestão de ovos, que são altamente resistentes e podem ser encontrados em superfícies contaminadas. A característica mais marcante da infecção é o prurido anal noturno, que pode levar a distúrbios do sono e irritabilidade. A fisiopatologia dos sintomas está ligada ao ciclo de vida do parasita. As fêmeas grávidas migram do intestino grosso para a região perianal durante a noite para depositar seus ovos, causando intensa coceira. Em meninas, essa migração pode se estender à região vaginal, resultando em vulvovaginite, disúria e, como no caso da questão, corrimento vaginal, o que pode ser um desafio diagnóstico se a parasitose não for considerada. O diagnóstico é feito principalmente pelo método da fita adesiva (Graham), que detecta os ovos na região perianal. O tratamento é simples e eficaz, geralmente com uma dose única de mebendazol ou albendazol, repetida após duas semanas para eliminar parasitas que eclodiram dos ovos ingeridos. É crucial tratar todos os membros da família para evitar reinfecção e adotar medidas de higiene rigorosas.
O sintoma mais característico é o prurido anal intenso, especialmente noturno, causado pela migração das fêmeas do parasita para depositar ovos na região perianal. Irritabilidade, insônia e escoriações perianais também são comuns.
Em meninas, as fêmeas do Enterobius vermiculares podem migrar do ânus para a região vaginal, causando irritação, inflamação (vulvovaginite) e, consequentemente, corrimento vaginal.
O diagnóstico é feito pelo método da fita adesiva (Graham), que consiste em aplicar uma fita adesiva transparente na região perianal pela manhã, antes da higiene ou evacuação, para coletar os ovos depositados. A fita é então examinada microscopicamente.
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