PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Escolar, oito anos, é levado à Unidade Básica de Saúde apresentando, há uma semana, prurido anal diário, na madrugada, que o faz perder o sono. Está apresentando irritabilidade e agitação, reclama, eventualmente de dor abdominal. Seu irmão mais novo teve o mesmo sintoma, melhorando após uso de medicação. Exame físico: sem alterações. Os medicamentos que podem ser utilizados no tratamento desta patologia são
Enterobíase (prurido anal noturno) → Tratamento familiar com Albendazol/Mebendazol ou Pamoato de Pirantel, repetindo dose em 2 semanas.
O quadro clínico de prurido anal noturno em criança, com histórico familiar semelhante, é altamente sugestivo de enterobíase (oxiuríase). Embora o gabarito aponte Levamizol e Ivermectina, as drogas de escolha para Enterobíase são Albendazol, Mebendazol ou Pamoato de Pirantel, com tratamento de todos os contactantes e repetição da dose após 2 semanas.
A enterobíase, ou oxiuríase, é a parasitose intestinal mais comum em crianças em idade escolar, caracterizada principalmente por prurido anal noturno. É causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis, que tem um ciclo de vida direto, com a fêmea migrando para a região perianal para depositar ovos, causando a coceira intensa. A alta prevalência e a fácil transmissão tornam o manejo adequado fundamental para a saúde pública e o bem-estar infantil. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas característicos, e confirmado pelo método da fita gomada. A identificação dos ovos microscópicos é crucial. A fisiopatologia está ligada à irritação mecânica e inflamatória causada pela migração do verme. A suspeita deve ser alta em crianças com queixas de sono perturbado, irritabilidade e coceira anal, especialmente se outros membros da família apresentarem sintomas semelhantes. O tratamento envolve a administração de anti-helmínticos como Albendazol, Mebendazol ou Pamoato de Pirantel, com a repetição da dose após duas semanas para erradicar vermes recém-eclodidos. Medidas de higiene, como lavagem frequente das mãos e corte das unhas, são essenciais para prevenir a reinfecção e a disseminação. O tratamento de todos os contactantes é um pilar para o controle da doença na comunidade.
Os sintomas clássicos da enterobíase incluem prurido anal intenso, especialmente à noite, que pode causar irritabilidade, insônia e agitação. Em alguns casos, pode haver dor abdominal, náuseas e vômitos, embora menos comuns. O prurido é causado pela migração da fêmea do Enterobius vermicularis para a região perianal para depositar ovos.
O diagnóstico da enterobíase é feito principalmente pelo método da fita gomada (método de Graham), que consiste em pressionar uma fita adesiva transparente na região perianal pela manhã, antes da higiene ou evacuação, para coletar os ovos. A fita é então examinada microscopicamente. Recomenda-se repetir o exame por 3 a 5 dias para aumentar a sensibilidade.
O tratamento de escolha para a enterobíase inclui medicamentos como Albendazol, Mebendazol ou Pamoato de Pirantel, administrados em dose única e repetidos após duas semanas. É crucial tratar todos os membros da família e contactantes próximos, mesmo que assintomáticos, para evitar a reinfecção e quebrar o ciclo de transmissão, já que a infecção é facilmente disseminada por ovos no ambiente.
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