Enterobíase em Creches: Entenda a Transmissão e Prevenção

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2021

Enunciado

Noticiou-se na mídia que crianças de uma creche foram infestadas por enteróbios, alertando os gestores dessa creche e a Unidade Básica de Saúde para a necessidade de uma ação de educação. Na análise da rotina local, foram levantadas várias hipóteses para a ocorrência dessa infestação, sendo correto afirmar que a:

Alternativas

  1. A) Infestação cruzada é causada provavelmente pela prática de utilização compartilhada das camas para o descanso das crianças;
  2. B) Retroinfestação ocorre pela deglutição dos vermes adultos (macho e fêmea), que ocupam o fundo do estômago, onde se reproduzem;
  3. C) Infestação é auto limitada, pois os ovos são pouco resistentes e não conseguem sobreviver mais de 12 horas em ambiente doméstico;
  4. D) Infestação pelo Enterobius vermiculares não acontece por meio da água ou alimento e, portanto, não foi esta a forma de infestação dessas crianças;
  5. E) O principal fator de infestação é propiciado pelas pessoas que cuidam das crianças;

Pérola Clínica

Enterobíase em creches → alta transmissão por contato direto (mãos-boca) e indireto (superfícies contaminadas, roupas de cama).

Resumo-Chave

A enterobíase (oxiuríase) é uma parasitose intestinal comum em crianças, com alta transmissibilidade em ambientes coletivos como creches. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, com ovos viáveis em superfícies e roupas de cama, facilitando a infestação cruzada entre as crianças.

Contexto Educacional

A enterobíase, ou oxiuríase, é uma parasitose intestinal causada pelo nematoide Enterobius vermicularis, extremamente comum em crianças, especialmente em ambientes coletivos como creches e escolas. A fêmea grávida migra à noite para a região perianal para depositar seus ovos, causando prurido intenso, que leva a criança a coçar e contaminar as mãos. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral. Os ovos são ingeridos, eclodem no intestino delgado, e as larvas migram para o intestino grosso, onde se tornam vermes adultos. A infestação cruzada é um mecanismo crucial em creches, onde o compartilhamento de brinquedos, roupas de cama e o contato físico próximo facilitam a disseminação dos ovos. Os ovos são bastante resistentes e podem permanecer viáveis por dias em superfícies, poeira e roupas. A retroinfestação, embora menos comum que a ingestão de ovos, ocorre quando as larvas eclodem na região perianal e migram de volta para o reto. A prevenção e o controle envolvem medidas de higiene rigorosas, como lavagem frequente das mãos, corte das unhas, troca diária de roupas íntimas e de cama, além do tratamento medicamentoso de todos os contactantes em surtos. A educação em saúde é fundamental para quebrar o ciclo de transmissão.

Perguntas Frequentes

Como ocorre a transmissão da enterobíase em crianças?

A transmissão da enterobíase ocorre principalmente pela via fecal-oral, através da ingestão de ovos infectantes. Isso pode acontecer por contato direto mão-boca após coçar a região perianal ou por contato indireto com superfícies e objetos contaminados.

O que é infestação cruzada na enterobíase?

Infestação cruzada refere-se à transmissão dos ovos de Enterobius vermicularis de uma pessoa para outra, ou de superfícies contaminadas para indivíduos, comum em ambientes coletivos como creches devido ao contato próximo e compartilhamento de objetos.

Por quanto tempo os ovos de Enterobius vermicularis sobrevivem no ambiente?

Os ovos de Enterobius vermicularis são bastante resistentes e podem sobreviver por até 2-3 semanas em ambientes domésticos, em roupas de cama, poeira e superfícies, o que contribui para a alta taxa de reinfestação e infestação cruzada.

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