Enterobíase Infantil: Ciclo de Vida e Transmissão do Oxiúro

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024

Enunciado

Mãe de uma criança de 5 anos, telefona para seu Pediatra, pois foi trocar a fralda da filha, encontrou pequenos vermes brancos, lembrando linhas grossas, em grande quantidade no ânus e alguns na vulva da menina. A transmissão e o ciclo deste parasita se fazem através do seguinte mecanismo:

Alternativas

  1. A) Larva - pele - corrente sanguínea - intestino delgado;
  2. B) Cesticerco - pele - eclosão-desenvolvimento - intestino grosso;
  3. C) Larva - pele - corrente sanguínea - intestino grosso;
  4. D) Ovo - deglutição - eclosão- desenvolvimento - intestino grosso;
  5. E) Ovo - deglutição - eclosão - ciclo pulmonar - intestino delgado.

Pérola Clínica

Enterobíase: transmissão fecal-oral por ovos, ciclo direto com desenvolvimento no intestino grosso e migração noturna para o ânus.

Resumo-Chave

A enterobíase (oxiuríase), causada pelo Enterobius vermicularis, é transmitida pela ingestão de ovos infectantes. Após a deglutição, os ovos eclodem no intestino delgado, as larvas migram para o intestino grosso onde amadurecem, e as fêmeas grávidas migram para a região perianal à noite para depositar os ovos, causando prurido.

Contexto Educacional

A enterobíase, popularmente conhecida como oxiuríase, é uma parasitose intestinal comum em crianças, causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis. Caracteriza-se pela presença de pequenos vermes brancos, filiformes, na região perianal e, ocasionalmente, na vulva. A alta prevalência em ambientes coletivos, como escolas e creches, ressalta a importância de seu conhecimento para pediatras e médicos de família. O ciclo de vida do Enterobius vermicularis é direto e se inicia com a ingestão de ovos infectantes (transmissão fecal-oral). Após a deglutição, os ovos eclodem no intestino delgado, liberando larvas que migram para o intestino grosso, onde amadurecem em vermes adultos. As fêmeas grávidas, à noite, migram para a região perianal para depositar milhares de ovos, causando o característico prurido anal. A coçadura da região leva à contaminação das mãos e, consequentemente, à autoinfecção ou à transmissão para outras pessoas e objetos. Para residentes, é crucial compreender que a transmissão é predominantemente fecal-oral, através da ingestão de ovos, e que o ciclo não envolve migração pulmonar ou hospedeiros intermediários. O diagnóstico é clínico (prurido anal noturno) e laboratorial (método da fita gomada). O tratamento é simples, mas exige a abordagem de todos os contatos domiciliares e medidas rigorosas de higiene para quebrar o ciclo de reinfecção e autoinfecção, garantindo a erradicação da parasitose na família.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da enterobíase em crianças?

O sintoma mais comum é o prurido anal intenso, especialmente à noite, que pode levar a irritabilidade, insônia e escoriações perianais. Em meninas, os vermes podem migrar para a vulva, causando vulvovaginite.

Como é feito o diagnóstico da enterobíase?

O diagnóstico é feito principalmente pelo método da fita gomada (método de Graham), que consiste em pressionar uma fita adesiva transparente na região perianal pela manhã, antes da higiene, para coletar os ovos depositados pelas fêmeas.

Qual o tratamento recomendado para enterobíase?

O tratamento envolve medicamentos anti-helmínticos como mebendazol, albendazol ou pamoato de pirantel, geralmente em dose única repetida após 2 semanas. É fundamental tratar todos os membros da família e reforçar medidas de higiene para evitar reinfecção.

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