Enterobíase Infantil: Diagnóstico e Sintomas Chave

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Paciente de 5 anos, feminino apresenta corrimento vaginal persistente, levemente amarelado e às vezes transparente, acompanhando de prurido vulvar importante. A mãe relata que a criança está muito irritada, tem dormido mal e frequentemente reclama de dor abdominal. Diante dos dados apresentados, assinale a alternativa com o provável diagnóstico.

Alternativas

  1. A) Enterobíase
  2. B) Toxocaríase
  3. C) Ascaridíase
  4. D) Candidíase

Pérola Clínica

Prurido vulvar/anal noturno + corrimento vaginal + dor abdominal em criança → Suspeitar de Enterobíase (Oxiuríase).

Resumo-Chave

A enterobíase (oxiuríase) é uma parasitose intestinal comum em crianças, caracterizada principalmente por prurido anal noturno. Em meninas, a migração dos vermes para a região vulvovaginal pode causar prurido vulvar intenso e corrimento, além de sintomas gastrointestinais e irritabilidade.

Contexto Educacional

A enterobíase, também conhecida como oxiuríase, é a parasitose intestinal mais comum em crianças em idade escolar, com alta prevalência em ambientes de aglomeração. É causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis, que tem um ciclo de vida peculiar: as fêmeas migram para a região perianal à noite para depositar seus ovos, causando o característico prurido anal noturno. A transmissão ocorre pela ingestão de ovos, seja por contato direto, alimentos contaminados ou fômites. A compreensão dessa parasitose é crucial para pediatras e residentes. As manifestações clínicas da enterobíase são variadas. O prurido anal é o sintoma cardinal, levando a irritabilidade, insônia e, por vezes, infecções secundárias da pele perianal devido ao ato de coçar. Em meninas, a migração dos vermes para a vagina, útero e trompas de Falópio pode causar vulvovaginite, corrimento vaginal, disúria e até infecções do trato urinário. Sintomas gastrointestinais inespecíficos, como dor abdominal e náuseas, também podem estar presentes. O diagnóstico é feito pelo método da fita adesiva, que detecta os ovos na região perianal. O tratamento da enterobíase é simples e eficaz com anti-helmínticos orais. No entanto, a alta taxa de reinfecção exige que o tratamento seja estendido a todos os membros da família e que medidas de higiene sejam rigorosamente implementadas, como lavagem frequente das mãos, corte das unhas, troca diária de roupas íntimas e de cama, e limpeza do ambiente. A educação dos pais e cuidadores sobre a doença e suas formas de prevenção é fundamental para o controle da enterobíase e a melhoria da qualidade de vida das crianças afetadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns da enterobíase em crianças?

Os sintomas mais comuns da enterobíase incluem prurido anal intenso, especialmente à noite, que pode levar a distúrbios do sono e irritabilidade. Em meninas, a migração dos vermes para a região vulvovaginal pode causar prurido vulvar, corrimento vaginal e vulvovaginite. Dor abdominal e náuseas também podem ocorrer.

Como é feito o diagnóstico de enterobíase?

O diagnóstico de enterobíase é classicamente feito pelo método da fita adesiva (método de Graham), que consiste em aplicar uma fita adesiva transparente na região perianal pela manhã, antes da higiene, para coletar ovos. A fita é então examinada microscopicamente. A visualização dos vermes adultos nas fezes ou na região perianal também confirma o diagnóstico.

Qual o tratamento recomendado para enterobíase?

O tratamento da enterobíase geralmente envolve medicamentos anti-helmínticos como mebendazol, albendazol ou pamoato de pirantel, administrados em dose única e repetidos após duas semanas para eliminar os ovos que eclodiram. É fundamental tratar todos os membros da família e adotar medidas de higiene rigorosas para prevenir a reinfecção.

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