Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Uma menina de 9 anos é trazida ao consultório com queixa de corrimento vaginal e prurido anal há uma semana. Durante a inspeção da região perineal, você observa a presença de um verme esbranquiçado, de, aproximadamente, 0,5 cm de comprimento, de espessura pouco maior que uma linha, apresentando discretos movimentos na região da fúrcula vaginal.Em relação à terapêutica, assinale a alternativa correta.
Prurido anal noturno + verme branco perianal em criança → Enterobíase. Tratamento: Albendazol/Mebendazol.
A presença de um verme esbranquiçado na região perianal ou vaginal, associada a prurido anal, é altamente sugestiva de enterobíase (oxiuríase). O tratamento é simples e eficaz com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol, devendo ser estendido a todos os membros da família.
A enterobíase, popularmente conhecida como oxiuríase, é uma parasitose intestinal comum, especialmente em crianças, causada pelo nematódeo Enterobius vermicularis. A infecção ocorre pela ingestão de ovos do parasita, que eclodem no intestino delgado, e os vermes adultos migram para o intestino grosso. A fêmea grávida migra para a região perianal, geralmente à noite, para depositar seus ovos, causando o prurido característico. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado na queixa de prurido anal e na visualização dos vermes (pequenos, esbranquiçados, filiformes) na região perianal ou, como no caso, na fúrcula vaginal. O método de Graham (fita adesiva) é o exame laboratorial padrão para coletar e identificar os ovos. A fisiopatologia do prurido está relacionada à irritação causada pela migração e oviposição das fêmeas. O tratamento é simples e eficaz com anti-helmínticos como albendazol ou mebendazol, administrados em dose única e repetidos após duas semanas para eliminar vermes que eclodiram de ovos ingeridos após a primeira dose. É crucial tratar todos os membros da família e adotar medidas de higiene rigorosas, como lavagem das mãos e troca diária de roupas íntimas e de cama, para prevenir a reinfecção e a disseminação.
Os sintomas mais comuns da enterobíase incluem prurido anal intenso, especialmente à noite, irritabilidade, insônia e, em meninas, pode ocorrer corrimento vaginal ou vulvovaginite devido à migração dos vermes.
O diagnóstico é frequentemente clínico, pela visualização dos vermes na região perianal. O método laboratorial padrão é o teste da fita adesiva (método de Graham), que coleta ovos da região perianal pela manhã para identificação microscópica.
O tratamento de escolha é com anti-helmínticos como albendazol (400 mg) ou mebendazol (100 mg) em dose única, repetida após 2 semanas. É fundamental tratar todos os membros da família e contatos próximos para evitar reinfecção.
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