FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2018
Noticiou-se na mídia que crianças de uma creche foram infestadas por enteróbios, alertando os gestores dessa creche e a Unidade Básica de Saúde para a necessidade de uma ação de educação. Na análise da rotina local, foram levantadas várias hipóteses para a ocorrência dessa infestação, sendo correto afirmar que a:
Enterobíase: Ovos de Enterobius vermicularis são resistentes e a autoinfestação é comum, dificultando a erradicação.
A enterobíase é uma parasitose comum, especialmente em ambientes coletivos como creches. A transmissão ocorre principalmente pela ingestão de ovos, que são relativamente resistentes no ambiente e podem sobreviver por semanas, facilitando a autoinfestação e a infestação cruzada.
A enterobíase, causada pelo Enterobius vermicularis, é uma das parasitoses intestinais mais comuns em crianças, especialmente em ambientes de aglomeração como creches e escolas. A fêmea do parasita migra à noite para a região perianal para depositar seus ovos, causando prurido intenso, que leva a coçadura e contaminação das mãos e unhas da criança. A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, através da ingestão de ovos. Estes ovos são bastante resistentes no ambiente e podem sobreviver por semanas em superfícies, roupas de cama, brinquedos e poeira, o que facilita a autoinfestação (reingestão dos próprios ovos) e a infestação cruzada entre indivíduos. A retroinfestação, embora menos comum, também pode ocorrer quando larvas eclodem na região perianal e migram para o intestino. Para o controle em creches, medidas de higiene rigorosas são essenciais, como lavagem frequente das mãos, corte de unhas, troca diária de roupas íntimas e de cama, e limpeza de superfícies. A educação em saúde para pais e cuidadores é fundamental para interromper o ciclo de transmissão e prevenir novas infestações, sendo um tema relevante para a saúde pública e a prática do residente.
A transmissão da enterobíase ocorre principalmente pela ingestão de ovos de Enterobius vermicularis, que são depositados pela fêmea na região perianal. Em creches, a infestação cruzada é comum devido ao contato próximo entre as crianças e a contaminação de superfícies e objetos.
Os ovos de Enterobius vermicularis são bastante resistentes e podem sobreviver por até 2 a 3 semanas em ambientes domésticos, em poeira, roupas de cama e brinquedos, facilitando a reinfestação e a disseminação.
Autoinfestação é a reingestão dos próprios ovos pelo indivíduo, geralmente por levar as mãos contaminadas à boca. Retroinfestação ocorre quando as larvas eclodem dos ovos na região perianal e migram de volta para o intestino, sem serem ingeridas.
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