UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Com relação ao diagnóstico laboratorial de parasitoses intestinais, podemos afirmar que:
Microscopia de fezes: Cistos de E. histolytica = E. dispar (indistinguíveis morfologicamente).
O diagnóstico diferencial entre amebíase patogênica e comensal não pode ser feito apenas por microscopia óptica, exigindo testes imunológicos ou moleculares.
O diagnóstico das parasitoses intestinais depende da escolha correta do método laboratorial baseada na suspeita clínica. O método de Hoffman-Pons-Janer (sedimentação espontânea) é um teste de triagem universal, mas possui baixa sensibilidade para protozoários e larvas. Para Cryptosporidium, por exemplo, é necessária a coloração de Ziehl-Neelsen modificada. A questão da Entamoeba é um clássico de provas: a maioria das infecções detectadas em exames de rotina no Brasil é causada pela espécie não patogênica E. dispar. O tratamento só deve ser instituído se houver sintomas compatíveis ou se a identificação específica de E. histolytica for confirmada, exceto em situações epidemiológicas específicas.
Morfologicamente, os cistos e trofozoítos de ambas as espécies são idênticos ao microscópio. A diferenciação só é possível através da detecção de antígenos específicos nas fezes (ELISA) ou através de biologia molecular (PCR) para identificar o DNA da espécie patogênica (histolytica).
O diagnóstico de Strongyloides stercoralis requer métodos de hidrotropismo e termotropismo para pesquisa de larvas, como os métodos de Baermann-Moraes ou Rugai. O método de Kato-Katz não é adequado, pois foca na contagem de ovos de helmintos.
O método de Hoffman (sedimentação espontânea) pode detectar cistos de Giardia, mas métodos de flutuação (como Faust) ou pesquisa de antígenos são geralmente mais sensíveis para este protozoário devido à densidade dos cistos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo