SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2017
Analise a seguinte figura. (Conforme imagem do caderno de questões) A partir do desenho de ensaios clínicos comparativos randomizados, a melhor descrição do tipo de estudo indicado em 3, no qual o intervalo de confiança da diferença está contido na zona definida entre –M e +M, é:
IC da diferença entre -M e +M (zona de equivalência) → Estudo de Equivalência.
Em estudos de equivalência, o objetivo é mostrar que dois tratamentos são clinicamente semelhantes. Isso é demonstrado quando o intervalo de confiança da diferença entre os tratamentos está inteiramente contido dentro de uma margem de equivalência pré-definida (-M a +M).
Ensaios clínicos randomizados são o padrão-ouro para avaliar a eficácia e segurança de intervenções médicas. Dentro deles, existem diferentes desenhos de estudo com objetivos estatísticos distintos, como superioridade, não-inferioridade e equivalência. A interpretação do intervalo de confiança (IC) é crucial para entender as conclusões desses estudos. Um estudo de equivalência tem como objetivo principal demonstrar que dois tratamentos (um novo e um padrão, ou duas doses diferentes) são clinicamente semelhantes, ou seja, suas diferenças não são clinicamente significativas. Isso é avaliado pela análise do intervalo de confiança da diferença entre os desfechos dos grupos. Para que a equivalência seja demonstrada, o intervalo de confiança da diferença deve estar inteiramente contido dentro de uma margem de equivalência pré-definida, geralmente denotada como -M a +M. Se o IC ultrapassar esses limites, a equivalência não pode ser confirmada. É um conceito fundamental para residentes que precisam interpretar a literatura médica e aplicar evidências na prática clínica.
Estudos de equivalência visam mostrar que dois tratamentos são clinicamente semelhantes, enquanto estudos de não-inferioridade buscam demonstrar que um novo tratamento não é significativamente pior que um tratamento padrão.
Para equivalência, o intervalo de confiança da diferença entre os tratamentos deve estar inteiramente contido dentro de uma margem de equivalência pré-especificada (entre -M e +M), indicando que a diferença não é clinicamente relevante.
A margem de equivalência é um limite clinicamente aceitável para a diferença entre os tratamentos. Se a diferença observada (e seu IC) estiver dentro dessa margem, os tratamentos são considerados equivalentes.
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