UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2019
Em um ensaio clínico realizado em 2 100 pacientes hipertensos tratados com dois tipos de medicamentos (“A” e “B”) obtiveram-se os seguintes resultados: no grupo tratado com o medicamento “A”, uma diminuição média da pressão arterial sistólica de 46 mmHg; no grupo tratado com o medicamento “B”, a diminuição média observada do mesmo parâmetro foi de 47 mmHg. No estudo estatístico de comparação entre as duas médias, obteve-se um p-valor < 0,60. Se o custo econômico do tratamento com o medicamento “A” é 28% maior que com o medicamento “B”, é correto afirmar que o medicamento “A” tem
p-valor > 0.05 → sem diferença estatística (mesma eficácia); custo maior → menor eficiência.
Um p-valor < 0,60 (ou seja, p > 0,05) indica que não há diferença estatisticamente significativa entre os medicamentos A e B em termos de redução da pressão arterial, portanto, a eficácia é considerada a mesma. No entanto, como o medicamento A é mais caro, ele é menos eficiente.
Em ensaios clínicos, a avaliação de medicamentos envolve conceitos cruciais como eficácia e eficiência. Eficácia refere-se à capacidade de uma intervenção produzir o efeito desejado sob condições controladas de pesquisa. Já a eficiência, um conceito mais abrangente, considera a relação entre os resultados alcançados e os recursos empregados, ou seja, o custo-efetividade da intervenção. Compreender essa distinção é fundamental para a tomada de decisões clínicas e de saúde pública. A interpretação estatística dos resultados é feita através de testes de hipóteses, onde o p-valor é um indicador chave. Um p-valor menor que 0,05 é tradicionalmente aceito como limiar para significância estatística, indicando que a diferença observada é improvável de ter ocorrido por acaso. No caso apresentado, um p-valor < 0,60 significa que p > 0,05, o que implica que a pequena diferença na redução da pressão arterial entre os medicamentos A e B (46 mmHg vs 47 mmHg) não é estatisticamente significativa. Portanto, em termos de eficácia, os dois medicamentos são considerados semelhantes. Contudo, a eficiência entra em jogo quando se considera o custo. Se o medicamento A é 28% mais caro que o medicamento B, mas oferece a mesma eficácia, ele é, consequentemente, menos eficiente. Na prática clínica e na gestão de recursos em saúde, a escolha de um tratamento deve ponderar não apenas a eficácia, mas também a eficiência, buscando o melhor resultado clínico com o uso racional dos recursos disponíveis.
Eficácia refere-se à capacidade de uma intervenção produzir o efeito desejado em condições ideais (estudo clínico). Eficiência é a relação entre os resultados obtidos e os recursos utilizados, ou seja, o custo-benefício da intervenção.
Um p-valor < 0,60 significa que p > 0,05 (o limite usual para significância estatística). Isso indica que a diferença observada entre os grupos (46 mmHg vs 47 mmHg) não é estatisticamente significativa e pode ter ocorrido por acaso.
Se dois medicamentos têm a mesma eficácia (produzem o mesmo resultado clínico), mas um deles tem um custo significativamente maior, ele é considerado menos eficiente, pois consome mais recursos para alcançar o mesmo benefício.
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