FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2016
O estudo que aloca sujeitos para receber suplementos de óleo de peixe ou placebo e então segue os grupos de tratamento e placebo por vários anos para observar a incidência de doença coronariana, corresponde ao seguinte delineamento:
Alocação randomizada + intervenção/placebo + seguimento = Ensaio Clínico Randomizado.
O ensaio clínico randomizado é o padrão-ouro para avaliar a eficácia de intervenções, pois a randomização minimiza vieses e permite estabelecer uma relação de causa e efeito mais robusta.
A medicina baseada em evidências depende da qualidade dos estudos científicos para guiar a prática clínica. Entre os diversos delineamentos de pesquisa, o ensaio clínico randomizado (ECR) ocupa o topo da hierarquia de evidências para avaliar a eficácia e segurança de intervenções. Um ECR é caracterizado pela alocação aleatória dos participantes em grupos, um que recebe a intervenção (ex: suplemento de óleo de peixe) e outro que recebe um controle (ex: placebo). Ambos os grupos são então seguidos prospectivamente por um período para observar a incidência de um desfecho (ex: doença coronariana). A randomização é crucial para garantir que os grupos sejam comparáveis em relação a fatores de confusão conhecidos e desconhecidos. Este tipo de estudo permite estabelecer uma relação de causalidade mais robusta entre a intervenção e o desfecho, minimizando vieses e aumentando a validade interna dos resultados. Para residentes, compreender o desenho e a interpretação dos ECRs é fundamental para a leitura crítica da literatura médica e para a aplicação de tratamentos baseados nas melhores evidências disponíveis.
A principal característica é a alocação aleatória (randomização) dos participantes para os grupos de intervenção (tratamento) e controle (placebo ou tratamento padrão), o que garante que os grupos sejam comparáveis e minimiza vieses.
A randomização e o controle de variáveis permitem estabelecer uma relação de causa e efeito mais forte entre a intervenção e o desfecho, reduzindo a influência de fatores de confusão e vieses, o que o torna o tipo de estudo com maior nível de evidência.
Ambos são estudos longitudinais, mas no ensaio clínico, o pesquisador *intervém* e *aloca* os participantes aos grupos de exposição (tratamento), enquanto no estudo de coorte, o pesquisador *observa* a exposição natural dos participantes e seus desfechos ao longo do tempo.
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