PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021
Todas as novas drogas devem ser testadas e ter sua eficácia comprovada antes de serem introduzidas no uso clínico de rotina. Entre as características do estudo clínico randomizado controlado, assinale a alternativa CORRETA:
Randomização em ensaios clínicos ↑ comparabilidade entre grupos, mas não a assegura totalmente.
A randomização é um pilar dos ensaios clínicos controlados, pois distribui aleatoriamente fatores de confusão conhecidos e desconhecidos entre os grupos, aumentando a probabilidade de que sejam comparáveis. Contudo, em amostras pequenas, pode haver desequilíbrio, não garantindo comparabilidade absoluta.
Os ensaios clínicos randomizados controlados (ECRCs) são considerados o padrão-ouro para avaliar a eficácia e segurança de novas intervenções médicas, como drogas. Uma de suas características mais importantes é a randomização, que consiste na alocação aleatória dos participantes para o grupo experimental ou controle. Este processo é fundamental para minimizar vieses de seleção e garantir que as diferenças observadas nos desfechos sejam atribuíveis à intervenção e não a outras características dos participantes. A randomização tem como principal objetivo aumentar a comparabilidade entre os grupos de tratamento. Ao distribuir aleatoriamente os participantes, ela tende a equilibrar tanto os fatores de confusão conhecidos (idade, sexo, comorbidades) quanto os desconhecidos entre os grupos. No entanto, é importante ressaltar que, embora aumente a probabilidade de comparabilidade, a randomização não a assegura de forma absoluta, especialmente em estudos com amostras pequenas, onde o acaso pode levar a desequilíbrios. Outros aspectos cruciais dos ECRCs incluem o cegamento (simples, duplo ou triplo), que evita vieses de informação por parte dos participantes, pesquisadores e avaliadores, e a definição clara de desfechos primários e secundários. A análise de desfechos intermediários pode ser útil, mas os desfechos clínicos relevantes são os mais importantes para a prática. A compreensão desses princípios é vital para a interpretação crítica da literatura médica e para a prática baseada em evidências.
O principal objetivo da randomização é garantir que os grupos de tratamento e controle sejam o mais semelhantes possível em relação a características prognósticas e fatores de confusão, tanto conhecidos quanto desconhecidos, minimizando vieses.
Embora a randomização aumente a probabilidade de comparabilidade, em amostras pequenas, o acaso pode levar a um desequilíbrio nas características entre os grupos. Em amostras grandes, a probabilidade de desequilíbrio é muito menor.
'Controlado' significa que há um grupo de comparação (grupo controle) que recebe placebo, tratamento padrão ou nenhuma intervenção, permitindo avaliar a eficácia da nova intervenção em relação a uma base de comparação.
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